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Nem tudo que é bom para o dono faz bem ao pet

07/11/2026 • 16:43 • Por Elaine Ribeiro

É recomendado dar preferência a produtos desenvolvidos especificamente para pets, evitando alimentos industrializados destinados ao consumo humano sem orientação veterinária

Foto: Gabriel Martin/Unsplash

Produtos industrializados exigem atenção aos ingredientes, às quantidades e aos direitos do consumidor para garantir a saúde de cães e gatos

Nem tudo que chega embalado, colorido e com aparência irresistível merece entrar no cardápio dos animais de estimação. Embora muitos tutores gostem de agradar seus companheiros de quatro patas com petiscos e alimentos industrializados, o que parece um simples carinho pode representar riscos à saúde. Produtos inadequados, ingredientes prejudiciais e consumo excessivo podem provocar problemas que vão de distúrbios digestivos a intoxicações. Por isso, escolher corretamente o que oferecer aos cães e gatos exige atenção, informação e responsabilidade.

A primeira recomendação é dar preferência a produtos desenvolvidos especificamente para pets, evitando alimentos industrializados destinados ao consumo humano sem orientação veterinária. Também é fundamental ler atentamente os rótulos, verificando ingredientes, composição nutricional, prazo de validade e identificação do fabricante. Conservantes, corantes e outros aditivos merecem atenção, especialmente quando apresentam riscos ou contraindicações para determinadas espécies. Outro cuidado indispensável é respeitar as quantidades recomendadas, já que o excesso de petiscos pode favorecer a obesidade, os desequilíbrios nutricionais e outras complicações.

Saúde e direitos na mesma embalagem

Além dos cuidados alimentares, os tutores devem conhecer os direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). A legislação estabelece que os fornecedores devem apresentar informações claras, adequadas e precisas sobre características, composição, qualidade, validade e possíveis riscos dos produtos comercializados. Essas garantias também se aplicam aos alimentos e petiscos destinados aos animais de estimação. Caso um produto apresente defeitos, esteja impróprio para consumo ou provoque danos em razão de problemas de segurança, o fornecedor poderá ser responsabilizado conforme as circunstâncias previstas em lei.

A proteção dos pets, portanto, começa antes mesmo de abrir uma embalagem. Conferir a procedência dos produtos, desconfiar de informações incompletas e buscar orientação veterinária diante de dúvidas são atitudes que ajudam a prevenir problemas. Em situações de irregularidade, o consumidor pode procurar os órgãos de defesa de seus direitos e exigir as providências cabíveis. Afinal, cuidar de quem oferece amor incondicional também significa garantir uma alimentação segura, de qualidade e acompanhada de informações transparentes. Porque carinho de verdade não está apenas no petisco oferecido, mas principalmente na responsabilidade de quem o escolhe.

Elaine Ribeiro