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Atrás nas pesquisas, Lula parte para o ataque e chama Flávio de miliciano

25/10/2026 • 10:49 • Por Felipe Masid

Lula voltou a elevar a temperatura da disputa pela presidência ao chamar Flávio de “miliciano”

Foto: Reprodução/TV Globo

Presidente eleva o tom dos ataques ao candidato do PL no dia decisivo das eleições, enquanto pesquisas apontam vantagem numérica de Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto

Lula apertou o botão da urna, mas não deixou de disparar contra o adversário. Ao votar no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo, 25, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a elevar a temperatura da disputa pelo Palácio do Planalto ao chamar o senador Flávio Bolsonaro (PL) de “miliciano”. A declaração acrescentou mais um episódio à campanha marcada por ataques pessoais e acusações entre os candidatos. Acompanhado da Primeira-Dama Janja, do Vice-Presidente Geraldo Alckmin e de aliados políticos, o petista compareceu à Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo demonstrando confiança na reeleição, apesar dos levantamentos divulgados na reta final apontarem vantagem numérica de Flávio.

Antes de votar, Lula conversou com jornalistas e apoiadores e agradeceu a mobilização de eleitores durante os últimos dias da campanha, especialmente nas manifestações realizadas em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entretanto, o discurso de agradecimento deu lugar a novas críticas ao adversário, com o Presidente utilizando o termo “miliciano” para se referir a Flávio Bolsonaro. O episódio reforçou o clima de confronto que dominou a eleição e evidenciou a estratégia de Lula de manter os ataques políticos mesmo no dia em que os brasileiros decidem quem governará o país pelos próximos quatro anos.

Ataques na reta final

A declaração ocorreu em um cenário eleitoral de equilíbrio, com Flávio Bolsonaro aparecendo numericamente à frente de Lula nas pesquisas divulgadas na véspera do segundo turno. Levantamentos do Datafolha e da Quaest indicaram 51% dos votos válidos para Flávio e 49% para Lula, configurando empate técnico dentro das margens de erro. Apesar da pequena diferença, o resultado aumentou a expectativa em torno da votação e colocou ainda mais pressão sobre as campanhas. Enquanto Flávio procurou consolidar o apoio conquistado ao longo da disputa, Lula apostou na mobilização de seus eleitores e no discurso de confronto para tentar reverter a vantagem numérica do adversário. A referência a Flávio como “miliciano” tornou-se mais um elemento da ofensiva verbal do Presidente na reta decisiva da eleição.

Após votar, Lula seguiu sua programação em São Paulo, onde deve acompanhar a apuração ao lado de familiares, ministros e dirigentes partidários. Flávio Bolsonaro, por sua vez, votou no Rio de Janeiro e tem previsão de acompanhar a contagem dos votos em Brasília. Com mais de 158 milhões de brasileiros aptos a participar do segundo turno, a eleição coloca frente a frente dois projetos políticos distintos e encerra uma campanha marcada por forte polarização. A declaração de Lula contra Flávio acrescenta tensão ao último capítulo da disputa, mas não altera o fato de que a decisão caberá exclusivamente aos eleitores. Entre acusações, promessas e pesquisas apertadas, o Brasil chega às urnas para definir quem ocupará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos.

Felipe Masid