Iniciativa resgata a trajetória da cooperação tecnológica latino-americana e propõe integrar educação, infraestrutura, empreendedorismo e inovação para transformar o potencial dos territórios em desenvolvimento sustentável
O Rio de Janeiro será palco, em 26 de outubro, do Workforce Brasil, encontro que reunirá representantes do poder público, empresas e instituições para discutir o tema “Território, Pessoas e Inteligência Artificial: formando uma nova geração de cidadãos, empresas e organizações”. A programação será realizada no Sebrae Rio, com debates sobre habitação, engenharia digital, infraestrutura, inteligência artificial e formação profissional, buscando aproximar conhecimento, tecnologia e oportunidades de geração de emprego e renda.
A iniciativa ganha relevância ao estabelecer uma conexão histórica com a Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), cujo ato constitutivo foi assinado em 26 de outubro de 1983, por Argentina, Brasil, México, Nicarágua e Venezuela. Quarenta e três anos depois, o evento retoma o desafio de transformar conhecimento em capacidade produtiva, com benefícios duradouros para os territórios e suas populações.
Cooperação internacional, conhecimento e desenvolvimento
Foi a partir da RITLA que se propôs a Zona Internacional de Serviços (ZIS), projeto impulsionado por Paulo Manoel Protásio, Autoridade de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Rio de Janeiro. A agenda do Workforce Brasil dialoga com essa visão ao propor conexões entre instituições, competências, tecnologias e investimentos, articulando o Corredor Miami–Rio de Janeiro, o Corredor das Américas e o Corredor Bioceânico, com o Forte de Copacabana como ponto de partida de um projeto-piloto no Rio.
A proposta defende que investimentos em habitação, engenharia e infraestrutura devem deixar um legado que vá além das obras: pessoas qualificadas, empresas capazes de inovar e oportunidades econômicas sustentáveis. Para isso, propõe cooperação entre governos, universidades, empresas e sociedade civil, com projetos-piloto, metas, responsáveis e indicadores de resultados. A mensagem central é que o desenvolvimento territorial depende da integração entre educação, tecnologia, empreendedorismo e políticas públicas, para que as oportunidades geradas permaneçam no território e beneficiem sua população.