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Política

De 52 a 48 para 53 a 47: Apenas um dia após Datafolha, Atlas amplia vantagem de Flávio sobre Lula 

09/10/2026 • 15:14 • Por Leo Pinheiro

Em duas pesquisas consecutivas, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial

Imagem: Arte: Lagoa Comunicação

Duas pesquisas consecutivas colocam Flávio Bolsonaro à frente do Presidente no segundo turno; nova Quaest, prevista para 14 de outubro, vai medir o cenário após a virada nas urnas

Primeiro, 52 a 48. Agora, aproximadamente 53 a 47. Em duas pesquisas consecutivas, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. Depois de o Datafolha apontar uma divisão de 52% a 48% dos votos válidos, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta sexta-feira, 9, apresentou um resultado de 52,8% para Flávio Bolsonaro e 47,2% para Lula. A sequência dos levantamentos ocorre poucos dias depois de o senador superar o petista no primeiro turno, quando conquistou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do atual Presidente. Os números colocam a disputa presidencial sob os holofotes, e aumentam a expectativa em torno das próximas pesquisas, que poderão mostrar se o cenário de outubro se mantém ou apresenta novas mudanças.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.026 eleitores entre os dias 3 e 8 de outubro, com margem de erro informada de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. Considerando o total de entrevistados, incluindo votos brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 51,1% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45,7%. A diferença entre os dois candidatos chega a 5,4 pontos percentuais nesse recorte e a 5,6 pontos entre os votos válidos. Embora os resultados do Datafolha e da Atlas apontem a mesma ordem dos candidatos, as diferenças numéricas entre institutos não demonstram, por si só, crescimento efetivo de um concorrente, já que cada levantamento utiliza metodologia e amostragem próprias. Ainda assim, a divulgação de pesquisas sucessivas com vantagem numérica para o senador acrescenta um novo elemento ao debate eleitoral, especialmente depois de um primeiro turno marcado por uma diferença inferior a dois pontos percentuais.

Quaest será o próximo termômetro

Na próxima semana, os olhos do cenário político estarão voltados para a nova pesquisa Quaest, com divulgação prevista para quarta-feira, 14 de outubro, que deverá medir a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula depois da virada registrada nas urnas e dos resultados apresentados por Datafolha e AtlasIntel. O levantamento nacional será realizado entre 10 e 13 de outubro, com entrevistas presenciais de 2.154 eleitores em todo o território brasileiro, e avaliará não apenas as intenções de voto para o segundo turno, mas também os índices de rejeição dos candidatos e a firmeza das escolhas dos entrevistados. A pesquisa terá margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Contratado pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações, o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026. Os dados de realização e registro da nova Quaest foram informados previamente e ainda não representam resultados apurados.

A expectativa em torno da Quaest aumenta porque o instituto terá a oportunidade de apresentar um novo retrato do eleitorado depois de um primeiro turno em que Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, com 47,03% contra 45,16% dos votos válidos. Na pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro, antes da votação, os dois candidatos apareciam em empate técnico na simulação de segundo turno, com 44% para Flávio e 42% para Lula, considerando as intenções de voto totais. Agora, depois de o Datafolha registrar 52% a 48% e a AtlasIntel apontar 52,8% a 47,2%, ambos em votos válidos, o novo levantamento poderá indicar se a diferença observada nas pesquisas recentes também aparece nas entrevistas da Quaest. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os institutos continuam acompanhando uma disputa em que cada resultado ajuda a dimensionar as preferências do eleitorado, mas não determina antecipadamente o desfecho eleitoral.

Leo Pinheiro