Notícia Todo Dia NTD
SP

PL amplia domínio na Alesp e mantém maior bancada; PT perde espaço e segue em segundo

06/10/2026 • 05:19 • Por Redação NTD

O PL elegeu 27 deputados estaduais e continuará com a maior bancada da Alesp a partir de 2027

Imagem: Arte: Lagoa Comunicação

Partido sai das urnas com 27 das 94 cadeiras da Assembleia paulista, enquanto a base do governador reeleito Tarcísio de Freitas preserva ampla maioria para a próxima legislatura

As urnas redesenharam a Assembleia Legislativa de São Paulo, mas mantiveram o PL no topo do plenário. O partido elegeu 27 deputados estaduais e continuará com a maior bancada da Alesp a partir de 2027, ocupando sozinho quase três em cada dez das 94 cadeiras da Casa. O resultado representa uma ampliação em relação à configuração existente antes da eleição: após a janela partidária de abril, o PL contava com 21 parlamentares, enquanto o PT aparecia logo atrás, com 18. Na nova composição, o PT permanece como a segunda maior força, mas com uma bancada menor. O desempenho partidário ocorre no mesmo pleito em que Tarcísio de Freitas (Republicanos) conquistou a reeleição ao governo paulista e indica que o governador continuará contando com uma maioria formada por diferentes legendas na Assembleia. Levantamento sobre os deputados eleitos aponta uma base governista de pelo menos 65 parlamentares, equivalente a cerca de 69% do plenário — número suficiente para dar sustentação legislativa ao Executivo, embora cada proposta continue sujeita às negociações e votações da Casa.

A eleição também produziu personagens de grande votação dentro da disputa estadual. Eduarda Campopiano, do PL, terminou como a candidata mais votada para a Alesp, reforçando o peso eleitoral da legenda na formação da próxima bancada. Entre os nomes mais votados aparecem ainda Eduardo Suplicy, do PT, e candidatos do PSOL, partido que ampliou sua presença na Assembleia. O crescimento de algumas legendas de oposição mostra que a nova legislatura não será marcada apenas pela força numérica da base governista: embora Tarcísio preserve uma maioria ampla, o bloco oposicionista também chegará maior em 2027, puxado especialmente pelo avanço do PSOL. O resultado cria, assim, uma Assembleia com dois movimentos simultâneos: de um lado, a manutenção de uma base numericamente robusta em torno do governador; de outro, uma oposição com mais representantes e potencial para intensificar debates, fiscalizações e embates em temas de maior repercussão política.

Maioria preservada

A dimensão da bancada do PL ganha peso quando comparada à própria trajetória recente do partido na Assembleia. Em abril deste ano, depois da janela partidária, a legenda tinha 21 dos 94 deputados estaduais; a eleição garantiu 27 cadeiras para a próxima legislatura, consolidando sua posição como maior força partidária individual da Alesp. O PT, que tinha 18 integrantes depois das mudanças de legenda ocorridas durante a janela, continuará ocupando a segunda posição, mas com representação menor. PSD e PSOL também aparecem entre as principais bancadas da nova composição. Essa distribuição será relevante porque é na Assembleia que passam projetos enviados pelo governo estadual, propostas orçamentárias, mudanças administrativas e outras medidas que dependem da aprovação dos deputados. A base de Tarcísio já havia crescido significativamente durante o primeiro mandato: levantamento publicado antes da eleição apontava que 65 dos 94 parlamentares apresentavam alinhamento majoritário às propostas consideradas de interesse do governo. Após as urnas, a estimativa é de que o governador mantenha pelo menos esses 65 deputados em sua base a partir de 2027.

O resultado eleitoral, portanto, combina continuidade e mudanças importantes dentro do Legislativo paulista. O PL preserva a condição de maior bancada e aumenta sua representação em relação à composição anterior à eleição; o PT continua como segunda força, mas perde cadeiras; e o PSOL amplia sua presença no plenário. Para Tarcísio, a nova distribuição mantém uma base formada por partidos que apoiaram sua reeleição, enquanto a oposição ganha novos integrantes e poderá elevar a pressão política sobre o Executivo em determinados temas. A correlação de forças será testada efetivamente a partir da posse dos 94 deputados da 21ª Legislatura e das primeiras votações de 2027, quando alianças partidárias e posições individuais começarão a aparecer na prática. O retrato deixado pelas urnas, porém, já está definido: o PL entra na próxima legislatura ocupando mais de um quarto das cadeiras da maior Assembleia Legislativa do país e permanece como a principal bancada partidária da Alesp.