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Mimo na medida: Petiscos podem agradar os pets, mas excesso exige cuidado

26/09/2026 • 19:06 • Por Elaine Ribeiro

O consumo exagerado pode aumentar a ingestão calórica, favorecer o ganho de peso e desequilibrar a alimentação

Foto: Divulgação/Dogfluence

Usados como recompensa e aliados no adestramento, agrados devem ser oferecidos com moderação e não podem substituir uma alimentação equilibrada

Um olhar pidão, uma patinha estendida e pronto: fica difícil resistir a mais um agrado. Mas aquele petisco oferecido com carinho pode deixar de ser apenas um mimo quando começa a aparecer em excesso na rotina de cães e gatos. Embora sejam úteis como recompensa durante o adestramento e também ajudem a criar momentos de interação entre tutores e animais, os petiscos precisam ser administrados com cautela. O consumo exagerado pode aumentar a ingestão calórica, favorecer o ganho de peso e desequilibrar a alimentação. Além disso, determinados alimentos consumidos por humanos podem ser perigosos para os animais e provocar intoxicações.

Uma referência frequentemente utilizada é limitar os petiscos a cerca de 10% das calorias ingeridas pelo animal diariamente, mantendo a maior parte da alimentação baseada em uma dieta completa e adequada às suas necessidades. O tutor também deve ficar atento ao que oferece. Chocolate, uvas e passas, cebola, alho e produtos que contenham xilitol, por exemplo, podem ser tóxicos para cães e, em alguns casos, também para gatos. Já determinados alimentos naturais podem ser utilizados como alternativa, desde que sejam adequados à espécie e oferecidos nas quantidades corretas. Entre as possibilidades estão pequenos pedaços de maçã sem sementes, banana e alguns legumes preparados sem sal ou temperos.

Agrado não é refeição

Outro cuidado importante envolve ossos, mordedores e produtos destinados à mastigação. Dependendo do tamanho, da composição e da resistência, pedaços podem ser engolidos e provocar engasgos, lesões ou obstruções no aparelho digestivo. Por isso, esses produtos devem ser escolhidos de acordo com o porte e os hábitos de mastigação do animal e utilizados sob supervisão. Também é fundamental lembrar que petisco não deve ocupar o lugar da refeição principal. Trocar uma alimentação nutricionalmente equilibrada por agrados pode provocar deficiências de nutrientes importantes para a saúde do pet.

A orientação profissional pode ser especialmente importante para animais que estão acima do peso, possuem alguma doença ou seguem dietas específicas. Nutricionistas veterinários destacam a importância de buscar acompanhamento especializado para definir a forma mais adequada de alimentar cada pet. Afinal, idade, peso, porte, nível de atividade física e condições de saúde interferem diretamente nas necessidades nutricionais. Na hora de demonstrar carinho, portanto, vale lembrar que nem sempre oferecer mais significa cuidar melhor: quando o assunto é petisco, equilíbrio também é uma forma de afeto.

Elaine Ribeiro