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Bom pra cachorro: Cuidados para o passeio no parque não virar uma roubada

22/09/2026 • 19:18 • Por Elaine Ribeiro

Antes de colocar a coleira e sair de casa, o tutor deve avaliar as condições de saúde, o comportamento e as necessidades específicas do animal

Foto: Monika Simeonova/Unsplash

Vacinação, hidratação, uso correto da guia e atenção ao comportamento ajudam a garantir diversão e segurança para animais e tutores

Grama, espaço para correr, novos cheiros e muitos possíveis amigos pelo caminho. Para os cães, uma ida ao parque pode funcionar como uma verdadeira festa a céu aberto, combinando exercício físico, estímulos e socialização. Mas basta um descuido para o programa “bom pra cachorro” terminar antes da hora. Contato com animais doentes, calor excessivo, brigas, ingestão de objetos e até parasitas encontrados pelo caminho estão entre os riscos que exigem atenção. Por isso, antes de colocar a coleira e sair de casa, o tutor deve avaliar as condições de saúde, o comportamento e as necessidades específicas do animal. 

O primeiro cuidado começa antes mesmo de chegar ao parque. Vacinas e vermifugação devem estar atualizadas, especialmente porque esses espaços costumam concentrar grande circulação de animais. A guia e a coleira também precisam ser adequadas ao porte e ao comportamento do cão e utilizadas de acordo com as regras do local. Mesmo animais normalmente tranquilos podem reagir de maneira inesperada diante de outros cães, crianças, bicicletas, ruídos ou movimentos bruscos. Nas áreas onde é permitido deixá-los soltos, é importante verificar se o espaço é cercado e oferece condições para que possam correr sem risco de fuga ou acidentes.

De olho nos sinais

Água fresca é outro item indispensável na bagagem do passeio. A atividade física aumenta a necessidade de hidratação e, principalmente nos dias mais quentes, é recomendável evitar exercícios intensos nos horários de maior calor. Respiração excessivamente ofegante, fraqueza, desorientação e dificuldade para caminhar são sinais que merecem atenção. O mesmo vale para a convivência com outros animais: nem todo cachorro quer brincar ou receber aproximações. Observar a linguagem corporal permite identificar medo, tensão ou agressividade e interromper a interação antes que uma brincadeira se transforme em conflito. O contato com cães desconhecidos que apresentem sinais de doença também deve ser evitado.

O último cuidado está literalmente no caminho. Recolher as fezes não é apenas uma questão de educação e respeito aos demais frequentadores: a medida contribui para reduzir riscos sanitários e manter o espaço adequado para pessoas e animais. Durante o passeio, também é importante impedir que o cão coma lixo, plantas desconhecidas, restos de alimentos ou objetos encontrados no chão. Na volta para casa, uma rápida inspeção nas patas e no pelo pode revelar espinhos, pequenos ferimentos, carrapatos ou outros problemas. Com planejamento, supervisão, e acompanhamento veterinário regular, o parque pode cumprir sua melhor função: ser um lugar onde o cão gasta energia, explora o ambiente e volta para casa cansado... Porém, saudável e feliz.

Elaine Ribeiro