Feira reuniu empresários, investidores, instituições, especialistas e poder público em três dias de debates sobre desenvolvimento regional, inovação, mobilidade, logística, cidades inteligentes e economia do mar
A FEIMAR 2026, Feira Empresarial e de Investidores em Maricá chega ao fim nesta sexta-feira, 18, e a principal marca desta segunda edição pode estar justamente naquilo que começa depois que os estandes forem desmontados. Durante três dias, a Arena da Barra reuniu empresários, investidores, empreendedores, instituições de fomento, entidades empresariais, especialistas e representantes do poder público em uma agenda construída para aproximar pessoas, conhecimento, capital e oportunidades. Rodadas de negócios e crédito, exposição, palestras e painéis colocaram em discussão inovação, tecnologia, turismo, logística, mobilidade, cidades inteligentes, petróleo, gás, economia do mar e relações internacionais. Mais do que apresentar empresas, a proposta da feira reforçou a importância de construir um ambiente no qual conexão possa se transformar em cooperação e cooperação em negócios — uma lógica diretamente relacionada aos princípios do associativismo e do cooperativismo.
O legado da FEIMAR começa pela capacidade de reunir diferentes atores em torno de uma agenda comum. A participação de instituições como SEBRAE, FIRJAN, AgeRio e FACERJ, ao lado de entidades e organizações de Maricá, aproximou empresas de conhecimento, crédito, investimentos e possibilidades de parceria. A presença da Codemar também reforçou a articulação institucional em torno do empreendedorismo e do desenvolvimento do município. Ao longo dos três dias, a feira criou um ambiente para que empresários conhecessem novas oportunidades, investidores identificassem projetos, instituições apresentassem soluções e empreendedores estabelecessem conexões que podem continuar produzindo resultados depois do encerramento. É justamente nessa capacidade de aproximar diferentes competências que eventos empresariais encontram uma de suas maiores contribuições para o desenvolvimento econômico.
Da feira ao ecossistema
A programação deixou uma mensagem clara: desenvolvimento não acontece de forma isolada. No segundo dia, dedicado a Logística e Mobilidade Urbana, a discussão avançou para integração regional, circulação de pessoas e mercadorias, infraestrutura e tecnologia. O painel sobre Turismo, Logística e Desenvolvimento Intermunicipal colocou diferentes municípios diante da necessidade de cooperação territorial, enquanto a agenda de cidades inteligentes trouxe dados, inteligência artificial, segurança, mobilidade e integração tecnológica para o centro do debate. São temas que exigem articulação entre governos, empresas, universidades, instituições financeiras e sociedade organizada — exatamente o ambiente em que o associativismo pode transformar interesses individuais em objetivos compartilhados e ampliar a capacidade de realização dos empreendedores.
No terceiro dia, a FEIMAR voltou-se para a Economia do Mar, petróleo, gás, offshore, recursos hídricos, logística marítima e relações internacionais, ampliando a discussão sobre oportunidades que ultrapassam as fronteiras de Maricá. O painel “Economia do Mar e Diplomacia: Construindo Pontes para Negócios, Inovação e Desenvolvimento” reuniu representantes diplomáticos e de câmaras de comércio para discutir internacionalização e novas conexões empresariais. Ao encerrar esta edição, a feira deixa uma perspectiva que pode ser ainda mais importante que sua própria programação: a possibilidade de consolidar uma rede permanente de cooperação, na qual empresários compartilhem conhecimento, instituições aproximem oportunidades, investidores encontrem projetos e municípios construam estratégias conjuntas. Quando uma feira termina, mas os relacionamentos continuam, o evento deixa de ser apenas uma agenda no calendário e passa a fazer parte de um ecossistema. Esse é o desafio e, ao mesmo tempo, a perspectiva que a FEIMAR deixa para o futuro próximo de Maricá e de toda a região.