Kim Kardashian pode até tentar, mas o Met Gala 2026 deixa uma coisa clara: nem sempre proximidade com grandes nomes da moda significa entendimento real do que está sendo proposto.
Em uma edição guiada pelo tema “fashion is art”, que exige interpretação e construção criativas, Kim surge com um look que até flerta com a ideia de arte, mas não sustenta absolutamente nada. Falta intenção, falta profundidade e, principalmente, falta verdade no que está sendo vestido.
A sensação é de que tudo ali existe apenas como imagem, e não como expressão. E isso não é novidade. O episódio envolvendo o icônico vestido de Marilyn Monroe, usado por Kim e amplamente criticado por danos à peça histórica, já tinha deixado evidente um certo distanciamento entre o gesto de vestir e o significado por trás da roupa.
Aqui, esse distanciamento volta a aparecer. O visual parece cansado, previsível, sem qualquer frescor criativo. Em vez de dialogar com o tema, ele se apoia em uma estética segura, quase automática, como se apenas referenciar Pop Art fosse o suficiente para entregar algo minimamente eficaz.
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