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Autismo em bebês: 10 sinais que podem aparecer antes dos 2 anos

24/04/2026 1 visualizações

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que impacta no desenvolvimento neurológico, afetando a capacidade de comunicação, interação social e causando comportamentos repetitivos ou estereotipados.

Os primeiros sinais do autismo podem ser observados em bebês a partir dos seis meses, tornando-se evidentes entre 18 e 24 meses. Apesar do diagnóstico formal ser feito por médicos, reconhecer os traços precocemente é crucial para melhorar a qualidade de vida e garantir que eles recebam o suporte adequado o mais cedo possível.

“Toda criança com atraso deve ser avaliada. Se este atraso tiver outros sinais de TEA, a abordagem será uma. Senão, será outra. Considerar atrasos como ‘normais’, como quem diz ‘cada criança tem seu tempo’, pode fazer com que alguns percam janelas preciosas de oportunidade para potencializar o desenvolvimento”, pontua Anna Dominguez Bohn, pediatra formada pela Universidade de São Paulo e integrante do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

O diagnóstico de autismo permite que os pais e educadores criem um plano individualizado para atender às necessidades da criançaTara Winstead/Pexels

Os principais indícios de autismo em bebês

Estar atento aos traços e agir rapidamente pode fazer toda a diferença, aumentando as chances de que a criança tenha um futuro com autonomia. Os mais conhecidos são:

  1. Pouco ou nenhum contato visual;
  2. Não responder ao próprio nome;
  3. Movimentos e comportamentos repetitivos;
  4. Ausência de balbucios, gestos ou expressões faciais;
  5. Prefere brincar sozinho;
  6. Não demonstra interesse por outras crianças ou adultos;
  7. Apego extremo a objetos e rotinas;
  8. Atraso significativo na comunicação verbal;
  9. Hipersensibilidade com sons, luzes ou texturas;
  10. Podem desenvolver interesses intensos e específicos em certos temas;
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Os principais sinais de autismo em bebês
A intervenção precoce faz toda a diferença no desenvolvimento infantil, melhorando a qualidade de vida da criançaReprodução/Freepik

“O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado na observação do comportamento e no relato dos pais. Não existe exame de sangue ou imagem para detectar o autismo. Geralmente, uma equipe multidisciplinar (pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo) avalia se a criança preenche critérios específicos de desenvolvimento”, explica a profissional. 

O tratamento

Realizar o acompanhamento correto permite o reconhecimento dos sinais de alerta. Ademais, é importante fazer uma avaliação da criança para encaminhar ao suporte profissional.

O tratamento do autismo não contém uma abordagem única. Cada criança pode precisar de estratégias diferentes. Aqui estão algumas possibilidades:

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  1. Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada): o procedimento feito sob medida consiste em entender e modificar comportamentos específicos e auxiliar a criança a aprender novas habilidades;
  2. Fonoaudiologia: ajuda a melhorar a comunicação verbal;
  3. Terapia ocupacional: foca em desenvolver habilidades para promover independência; 
  4. Musicoterapia: a música auxilia a criança a entender as emoções, melhorando a interação social;
  5. Atividades físicas: ajuda no desenvolvimento da coordenação motora;
  6. Outras estratégias de ensino e suporte adicional adaptadas, como o acompanhamento pedagógico.
Os principais sinais de autismo em bebês
O tratamento do autismo auxilia no desenvolvimento da criança, garantindo que ela tenha mais autonomia e independênciaReprodução/Freepik

“O cérebro dos pequenos é como uma ‘esponja’, o que chamamos de neuroplasticidade. Intervir cedo permite criar novas conexões cerebrais, potencializando o desenvolvimento, diminuindo sofrimento e ajudando a criança a aprender formas de se comunicar e se socializar antes que as dificuldades se tornem mais rígidas”, finaliza a pediatra. 

25 sinais do autismo em bebês (de 0 a 24 meses)

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