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O que faz alguém ganhar o BBB? Veja o padrão entre os campeões

24/04/2026 1 visualizações

Nesta última semana, Ana Paula Renault foi consagrada a grande vencedora da edição 26 do Big Brother Brasil. Sucesso absoluto entre o público desde sua primeira participação, em 2016, a jornalista entrou para a história ao conquistar 75,94% dos votos na final.

Ao longo de sua trajetória, uma das características que mais chamaram a atenção foi sua personalidade forte e arrojada. Marcada por posicionamentos firmes e embates intensos, ela conquistou o público mesmo acumulando adversários dentro da casa.

Mas o que esses traços teriam em comum com perfis completamente diferentes? Como explicar, por exemplo, a vitória de Amanda Meirelles, campeã do BBB 23, conhecida pela postura mais reservada e caricata? Ou ainda Fernanda Keulla, vencedora do BBB 13?

Existe, afinal, uma fórmula para vencer o reality? Ou o segredo está em outro lugar? Vem entender com a gente.

Autenticidade acima de tudo

<b id="message-undefined" class="error-message">Imagem sem texto alternativo</b> Kleber Bambam foi o primeiro campeão da história do Big Brother BrasilDivulgação/TV Globo

Nas primeiras edições do programa, quando as redes sociais ainda não tinham o peso que possuem hoje e a cultura do cancelamento não fazia parte da dinâmica do jogo, os participantes se mostravam com mais liberdade — e, principalmente, sem filtros.

Esse fator foi determinante para a construção dos campeões.

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Kleber Bambam, vencedor do BBB 1, por exemplo, conquistou o público justamente por seu jeito espontâneo e carismático. Sua relação com a boneca Maria Eugênia se tornou um dos momentos mais icônicos da história do programa, sendo lembrada até hoje.

Um homem de chapéu e camisa azul observa, sorrindo de leve, enquanto uma mulher escreve em um pequeno caderno ou cartão. Eles estão próximos, em um ambiente interno com clima descontraído, sugerindo uma conversa ou interação leve entre os dois.
<b id="message-undefined" class="error-message">Imagem sem texto alternativo</b> Rodrigo Leonel conquistou o público e levou o prêmio do BBB 2Divulgação/TV Globo

Rodrigo Cowboy, campeão do BBB 2, venceu em uma edição repleta de personagens fortes e caóticos. Mas, ainda assim, foi sua postura mais tranquila e educada que acabou se destacando e garantindo a preferência do público.

Em comum, todos tinham algo essencial: eram autênticos, sem tentar performar um personagem.

Saber se posicionar

Um casal aparece bem próximo, sorrindo e abraçado, transmitindo carinho e cumplicidade. A mulher apoia o rosto próximo ao dele, enquanto o homem sorri olhando para frente. A imagem tem clima leve e afetivo, com indicação de transmissão ao vivo no canto.
<b id="message-undefined" class="error-message">Imagem sem texto alternativo</b> Jean Wyllys venceu uma das edições mais marcantes dos primeiros anos do programaReprodução/TV Globo
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Quando se fala em “não fugir de um embate”, é comum associar essa ideia a discussões, gritarias ou conflitos constantes. Mas, na prática, o que define os vencedores vai além disso. Não se trata de brigar o tempo todo, mas de não se omitir.

Jean Wyllys, vencedor do BBB 5, é um dos maiores exemplos disso. Em uma final disputada com Grazi Massafera, que viria a se tornar uma das figuras mais queridinhas do país, ele conquistou o prêmio por sua postura firme diante de provocações e episódios de homofobia ao longo do programa.

Anos depois, Arthur Aguiar (BBB 22) também seguiu uma lógica semelhante. Entrando no reality com a imagem já desgastada fora da casa, ele optou por enfrentar as críticas de frente, sem se esconder. Mesmo diante dos conflitos e acusações dentro do jogo, ele manteve sua narrativa, e saiu vencedor.

Um homem de cabelo curto sorri de forma descontraída, olhando levemente para o lado. Ele usa uma toalha sobre os ombros e está em um ambiente interno com fundo colorido, transmitindo um clima leve e amigável.
<b id="message-undefined" class="error-message">Imagem sem texto alternativo</b> Arthur Aguiar venceu após protagonizar uma trajetória polarizada no programaReprodução/TV Globo

Manter-se fiel às próprias origens

Uma mulher está deitada apoiada em almofadas, com o queixo sobre as mãos, olhando à frente com expressão pensativa. Ela usa um casaco vermelho e está em um ambiente aconchegante, com tecidos e padrões ao redor
<b id="message-undefined" class="error-message">Imagem sem texto alternativo</b> Gleici Damasceno voltou de um paredão falso e conquistou o prêmioPaulo Belote/TV Globo
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Se existe um ponto em comum entre vencedores de perfis tão diferentes, ele está na capacidade de gerar identificação fora da casa. Mais do que estratégia ou posicionamento, o público tende a se conectar com histórias, vulnerabilidades e trajetórias que parecem reais.

A vencedora do BBB 18, Gleici Damasceno, é um exemplo disso. Com um jeito doce e acolhedor, ela conquistou o público ao longo do programa, mas foi sua narrativa de superação — muitas vezes associada à figura de “heroína” — que fortaleceu ainda mais essa conexão. Ao representar a região Norte, Gleici também trouxe visibilidade a uma realidade pouco retratada, sem abrir mão de suas origens.

Uma mulher aparece de braços abertos, com os olhos fechados e expressão serena, como se estivesse aproveitando o momento. Ela usa um top preto e uma tiara, em um ambiente externo, transmitindo sensação de liberdade e tranquilidade
<b id="message-undefined" class="error-message">Imagem sem texto alternativo</b> Juliette Freire se tornou um fenômeno nacional após vencer o realityReprodução/TV Globo

O mesmo aconteceu com Juliette, campeã do BBB 21. Durante toda a sua trajetória, ela fez questão de destacar sua origem humilde e a história construída ao lado da família. O vínculo ficou ainda mais evidente em seu discurso de vitória, ao mencionar a mãe como parte fundamental de sua caminhada.

Não existe roteiro pronto

Mas no fim das contas, a realidade é que não existe uma fórmula mágica para vencer o Big Brother Brasil. Independentemente da personalidade, o que se repete ao longo das edições é a construção de uma narrativa verdadeira, capaz de criar conexão com quem está assistindo. Até porque ninguém sustenta um personagem 24 horas por dia durante mais de 100 dias.

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