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Gastronomia e Turismo

Maré de bons negócios: Agosto do Mar aquece economia de Canoa Quebrada

01/09/2026 • 17:19 • Por Waleria de Carvalho

Terceira edição do festival reuniu 30 estabelecimentos e impulsionou hospedagens, gastronomia, comércio, artesanato e serviços ao longo de agosto

Agosto terminou, mas a maré deixada pelo festival Agosto do Mar continua movimentando Canoa Quebrada. A terceira edição do evento encerrou a programação com uma percepção positiva entre empresários, artesãos e demais participantes, que apontaram crescimento no movimento turístico e comercial em comparação com o mesmo período do ano passado. Realizado durante todo o mês, o festival reuniu 30 estabelecimentos e apostou na combinação entre gastronomia, cultura, música e artesanato para estimular a economia em um período estratégico para o destino cearense. O reflexo foi sentido em diferentes elos da cadeia turística: das pousadas e hotéis aos restaurantes, passando pelos passeios, lojas, serviços e produção artesanal. Embora os números consolidados ainda estejam sendo levantados pela organização, a avaliação inicial indica que o evento conseguiu cumprir um de seus principais objetivos: fazer o dinheiro circular e ampliar o fluxo de visitantes em Canoa Quebrada para além dos períodos tradicionalmente mais concorridos.

A ocupação das hospedagens aparece entre os principais termômetros desse movimento. Segundo Gabriela Crippa, presidente da Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada (ASDECQ), participantes relataram uma diferença significativa em relação a agosto do ano passado, especialmente no setor hoteleiro. O efeito, porém, não fica restrito aos quartos ocupados: mais turistas hospedados significam maior circulação nos restaurantes, procura por passeios, compras no comércio e consumo de produtos artesanais. Durante o último fim de semana do festival, representantes da organização percorreram estabelecimentos e espaços dos artesãos para ouvir diretamente quem participou da iniciativa, recebendo relatos positivos sobre vendas e movimento. “A gente sabe que, com as hospedagens lotadas, vai ter restaurante, passeio, venda nas lojas. Esse movimento realmente foi bom”, resume Gabriela. A partir desta semana, uma nova etapa de avaliação pretende transformar essa percepção em números, quantificando o impacto econômico gerado pela terceira edição.

Sabores que movimentam

A gastronomia foi uma das principais vitrines do Agosto do Mar, mas a programação buscou ir além dos sabores tradicionalmente associados ao litoral. Entre os 30 participantes, estabelecimentos apostaram em propostas variadas para atender diferentes perfis de visitantes, incluindo opções veganas, como o Espaguete ao Mar, preparado com cogumelos pela Casa Veg, e um risoto vegano apresentado pela Barraca Chega Mais. A diversidade reforçou a capacidade da gastronomia local de incorporar novos hábitos de consumo sem perder a conexão com a identidade do destino. Ao longo do mês, o público também encontrou Cozinha Show, chefs convidados, apresentações musicais, Vila de Artesanato e ações voltadas à valorização da cultura de Canoa Quebrada e Majorlândia. A terceira edição teve patrocínio master do Minibox Instante e Banco do Nordeste, além do patrocínio da Cachaça 51, Maris e RH Outdoor, e contou com apoio da Prefeitura de Aracati e do Sebrae Ceará, dentro das ações do programa Canoa Encanta.

Com a edição de 2026 encerrada, os organizadores já começam a olhar para 2027 e planejam transformar os resultados deste ano em combustível para uma programação ainda maior. A expectativa é aumentar o número de empreendimentos envolvidos, diversificar as atrações e ampliar a visibilidade do festival, inclusive com a possibilidade de incluir uma banda na próxima edição. “A gente espera conseguir ter mais empreendimentos, aumentar esse número de participantes e também aumentar o festival”, projeta Gabriela. Realizado pela Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada (ASDECQ) e pelo Programa Canoa Encanta, o Agosto do Mar chega ao fim de sua terceira edição reforçando uma estratégia que une turismo, cultura e desenvolvimento econômico: transformar um mês de menor apelo sazonal em oportunidade para atrair visitantes e fortalecer quem vive e empreende na região. Depois de um agosto de mesas ocupadas, pousadas movimentadas, artesanato, música e novos sabores, a expectativa agora é que a próxima maré traga ainda mais negócios para Canoa Quebrada.

Waleria de Carvalho