Se você acompanha relatos de maternidade nas redes sociais, certamente já se deparou com vídeos sobre a solidão materna. Além da falta de apoio, é recorrente o sofrimento relatado por mulheres diante da saída dos filhos de casa.
Esse cenário aparece em pesquisa de social listening (escuta social) realizada pelo Boticário ao longo dos últimos 12 meses: 64% das conversas sobre o termo “ninho vazio” nas redes refletem sentimentos predominantemente negativos, como tristeza e solidão.
É nesse contexto que a marca lança, para o Dia das Mães, o filme Despedidas. A produção recorre à metáfora de uma viagem de trem para ilustrar como as despedidas acompanham o crescimento dos filhos e como esse processo também pode ser lido como parte de uma transformação positiva.
Essa mudança não atinge apenas os filhos, mas também as mães. Segundo o estudo, quando analisados em conjunto, os termos “síndrome do ninho vazio” e “vida após os filhos” aparecem de forma complementar: enquanto o primeiro remete à separação, o segundo aponta para um recomeço.
A importância das despedidas para a mãe, o filho e a maternidade
“Ser mãe é aprender, desde o primeiro instante, a se despedir. São despedidas que acontecem aos poucos, nos detalhes do dia a dia, e acompanham o crescimento dos filhos e também das próprias mães”, explica Carolina Carrasco, diretora de branding e comunicação do Grupo Boticário.
“Ao trazer esse olhar, a campanha busca ampliar a conversa sobre essas transformações, acolhendo a complexidade desses momentos e revelando a força de um amor que se reinventa a cada fase”, acrescenta.
Nas redes sociais, especialmente no TikTok, há milhares de conteúdos com a hashtag #ninhovazio. Neles, 54% dos relatos mencionam o impacto emocional do “silêncio repentino” e a necessidade de reconstruir a própria identidade após anos dedicados à parentalidade.
Ao mesmo tempo, 30% discutem o amadurecimento dos filhos e a dificuldade de lidar com as transições que marcam o aumento da independência, como a entrada na faculdade, a mudança de cidade ou o casamento, temas presentes em 12% das publicações.
Embora as experiências sejam distintas, o período pode abrir espaço para reinvenção. “Mesmo sendo mãe de três, cada filho traz aprendizados e surpresas diferentes. E, ao vê-los bem, felizes e realizados, algo também se transforma em mim: nasce uma vontade de recomeçar, de me reencontrar com mais autonomia”, diz Angélica, convidada pelo grupo a compartilhar o seu depoimento.
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