“Uma grande explosão!” Talvez seja a forma perfeita de definir o retorno de Thainá Duarte a Cangaço Novo. Sucesso em mais de 40 países, a segunda temporada da série do Prime Video estreia no dia 26 de abril. Mas, além de voltar a brilhar na pele de Dilvânia, a atriz também revela novos desafios em seus próximos trabalhos, Barba Ensopada de Sangue e Corrida dos Bichos, ao lado de nomes como Rodrigo Santoro e Anitta.
Silêncio em chamas
Como foi a construção da Dilvânia, considerando que ela é uma mulher muda?
É quase como revisitar feridas minhas, momentos em que fiquei em silêncio, em que não pude falar tudo o que tinha para dizer. Precisei acessar um lugar assustadoramente complexo, quase como um espelho de violências que já passei, dos medos que vivi.
Foi muito interessante, dentro de uma narrativa de ação, sustentar esse silêncio que dizia muita coisa. Tudo precisava ser dito com o olhar, de forma muito precisa.
Novos projetos
As personagens de Cangaço Novo e Barba Ensopada de Sangue são bem diferentes de Corrida dos Bichos. O que te chamou atenção nessa nova personagem?
Acho que, diferente das outras, a Dalva é uma mulher quente. No filme, existe um agravamento da desigualdade social depois de uma catástrofe ambiental: quem tem acesso, tem muito, e quem não tem vive na escassez. Ela representa esse lado da falta.
É uma personagem que se coloca em risco porque não aceita mais essa realidade. Foi muito interessante, porque depois de Cangaço Novo havia muita coisa dentro de mim querendo sair. Essa temperatura do silêncio introjetando teve vazão em Corrida dos Bichos.
O que você espera que o público encontre, e sinta, ao assistir esses três projetos tão diferentes entre si?
Cada um provoca uma coisa. Barba Ensopada de Sangue é um suspense muito denso, e espero que as pessoas saiam contagiadas por essa atmosfera mais nublada, que também é um retrato do Brasil.
Já Corrida dos Bichos é uma grande aposta de gênero, de ação. Espero que seja uma potência para a gente se ver fazendo filmes de grande orçamento, porque a gente pode. Existe ali também um retrato muito interessante do Rio de Janeiro, dentro desse pano de fundo distópico do jogo do bicho — uma fórmula que dialoga com o público internacional, mas sem perder a nossa identidade cultural.
E Cangaço Novo… é muita coisa. A sensação que eu tenho é que é minha família. Espero que o público sinta isso também, como um retorno para casa, para um universo que foi muito gostoso de mergulhar, e que convida a simplesmente sentar e se deixar levar.
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