Moda e Beleza

Moda no museu: 4 exposições imperdíveis ao redor do mundo em 2026!

11/04/2026 1 visualizações

Pode-se dizer que este é o grande ano das exposições de moda. Algumas iniciadas no ano passado seguem em cartaz, enquanto outras foram programadas para começar neste primeiro semestre e se estender até 2027.

Entre os destaques, está a mostra dedicada às quatro décadas do surgimento revolucionário do coletivo Antwerp Six, no MoMu, em Antuérpia, Bélgica.

Quem também recebe uma grande homenagem até novembro é a estilista Elsa Schiaparelli — lenda da alta-costura que marcou a primeira metade do século XX —, no Victoria and Albert Museum, em Londres.

Italiana radicada em Paris, Elsa reinventou o guarda-roupa feminino com criações inovadoras e ousadas, fortemente influenciadas por sua relação com a arte, responsáveis por peças icônicas como o vestido de lagosta e modelos que brincam com a ilusão de deixar o sutiã à mostra.

<b id="message-undefined" class="error-message">Imagem sem fonte</b> Retrato de Elsa Schiaparelli, por Man Ray (1933)Patrimoine Schiaparelli/

Ainda na capital britânica, o Design Museum apresenta a primeira grande retrospectiva dedicada a um dos cineastas mais influentes da história, inclusive para a moda: Wes Anderson.

Embora não seja um nome do vestuário, seus filmes marcaram gerações com figurinos inconfundíveis, como em Os Excêntricos Tenenbaums e O Grande Hotel Budapeste — spoiler: peças usadas nessas obras integram a exposição.

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Em Roma, a programação inclui ainda a mostra que propõe um diálogo entre o arquivo de alta-costura de Valentino Garavani e a artista portuguesa Joana Vasconcelos no espaço expositivo da Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, o PM23. 

A seguir, um olhar mais detalhado sobre cada uma delas.

SCHIAPARELLI

Modelo em passarela com vestido de alta-costura estruturado e volumoso, representando a inovação e o impacto visual das exposições e coleções contemporâneas
Coleção de Alta-Costura Outono/Inverno 2024 da SchiaparelliGiovanni Gianonni/Divulgação

Chamada carinhosamente de “Schiap” – exceto por sua rival, Gabrielle Chanel –, Elsa Schiaparelli foi um dos fenômenos da moda surgidos nos anos 1920 e, ao lado de nomes como Salvador Dalí e Jean Cocteau, deixou uma marca permanente na história da moda.

Essa trajetória — das origens da maison, com criações revolucionárias, até sua encarnação contemporânea sob a direção do texano Daniel Roseberry — se revela em Schiaparelli: Fashion Becomes Art, em cartaz no Victoria and Albert Museum até 8 de novembro.

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A exposição, resultado de uma nova pesquisa conduzida por curadores de arte e moda, destaca as colaborações criativas e a produção de Schiaparelli, posicionando-a no centro da inovação que entrelaça moda, arte e performance até a aposentadoria, em 1954.

Peças de moda conceitual com bordados e acessórios artísticos em exposição, representando a influência da alta-costura e da relação entre moda e arte em mostras internacionais
Chocker da coleção Pagan criada para o Outono 1938 e casaco para noite, de Elsa Schiaparelli e Jean Cocteau (1937)Patrimoine Schiaparelli/Divulgação

VALENTINO

Um diálogo entre a visão de beleza de Joana Vasconcelos e o acervo histórico de Valentino Garavani. Em Valentino Garavani Through The Eyes of Joana Vasconcelos, torna-se evidente que ambos compartilham uma concepção universal do belo.

Segundo a artista portuguesa, a beleza gera harmonia — e esta encerra uma promessa de paz e justiça social, algo de que o mundo necessita com urgência.

Nesse contexto, a exposição, localizada no espaço PM23, da Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, em Roma, reúne 33 peças de alta-costura, criadas ao longo da carreira do estilista, em diálogo com 12 obras de Vasconcelos.

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Todas elas abrem espaço para o que pode ser considerado a estrela da mostra: a Valkyrie Venus.

A instalação revela uma estética intimamente conectada ao universo de Garavani, ao mesmo tempo em que propõe uma reflexão sobre a transmissão de saberes e tradições do trabalho manual, expandindo-se em um ambicioso projeto social de grande escala: 756 horas de oficinas, mais de 200 participantes de todas as idades e mais de 200 quilos de módulos de crochê produzidos em toda Roma — do centro histórico à periferia — e enviados à artista por estudantes, pacientes e detentos.

ANTWERP SIX

Desfile de moda com modelos usando looks sofisticados e contemporâneos, ilustrando o impacto criativo de designers como o Antwerp Six e a evolução da moda autoral nas passarelas
Coleção Outono/Inverno 2013/14 e Verão 2013 de Dries Van NotenMathieu Ridelle / Patrice Stable/Divulgação

Há 40 anos, seis jovens designers belgas deixaram a Antuérpia rumo a Londres para um evento que poderia revelar suas visões criativas — um mix de olhares sobre o vestuário.

A história mostra que a viagem não apenas deu certo, como presenteou a moda com nomes que colocaram a Bélgica no circuito internacional e se consolidaram como exemplos de independência, coragem e talento.

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Grupo de estilistas e criativos em retrato icônico, representando o coletivo Antwerp Six e sua influência na moda internacional desde os anos 1980
O sexteto belga influenciou a moda em conjunto e em suas carreiras soloThierry Bouët/Divulgação

O Antwerp Six — Ann Demeulemeester, Dirk Bikkembergs, Dries Van Noten, Dirk Van Saene, Marina Yee e Walter Van Beirendonck — ganha uma retrospectiva no MoMu, em Antuérpia, até janeiro de 2027.

Com a participação dos designers — à exceção de Marina Yee, falecida em novembro de 2025 —, a mostra vai desde os anos de formação na Real Academia de Belas Artes de Antuérpia ao desdobramento de seis influentes carreiras solo.

WES ANDERSON

Figura estilizada de personagem em exposição com figurino detalhado, remetendo ao universo estético de Wes Anderson e sua influência na moda e no design de figurino
Personagem principal de O Fantástico Sr. Raposo (2009)Luke Hayes/Divulgação

O casaco de pele marrom da Fendi usado por Gwyneth Paltrow no papel de Margot Tenenbaum, em Os Excêntricos Tenenbaums, está lá. Assim como o figurino da aristocrata Madame D, interpretada por Tilda Swinton em O Grande Hotel Budapeste.

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Mesmo que Wes Anderson não seja um estilista, seus filmes trazem um olhar estético hipnotizante e inesquecível — especialmente para o público aficionado por moda.

Essa sensibilidade torna-se ainda mais instigante quando é possível observar de perto mais de 700 itens reunidos em sua maior retrospectiva, Wes Anderson: The Archives, em cartaz até 26 de julho no Design Museum, em Londres.

Exposição de moda em museu com figurinos históricos e peças de alta-costura em destaque
Peças do figurino de O Grande Hotel Budapeste (2014)Luke Hayes/Divulgação

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