Vida de ostentação nas redes sociais contrasta com investigação da Polícia Civil, que apura participação em assaltos e apreendeu armas e um carro
Enquanto colecionava curtidas, exibia viagens, festas e uma rotina de glamour para milhares de seguidores, uma investigação da Polícia Civil avançava nos bastidores. A influenciadora trans Nicolly Evangelista do Carmo, conhecida nas redes sociais por compartilhar conteúdos sobre seu dia a dia, sob a alcunha de Nick Frazão, foi presa no Rio de Janeiro sob suspeita de envolvimento em uma sequência de roubos. A prisão surpreendeu seguidores e transformou o perfil, antes marcado por ostentação, no centro de um dos casos mais comentados desta semana.
Segundo a Polícia Civil, a influenciadora é investigada por participação em pelo menos dois roubos registrados na Zona Norte da capital. Ela foi localizada em uma residência de alto padrão, em Paciência, onde os agentes apreenderam um Hyundai Creta com características semelhantes ao veículo citado pelas vítimas, além de um bastão de beisebol cor-de-rosa, um bastão retrátil, um spray de pimenta, e uma faca, usados para ameaçar e agredir as vítimas. Todo o material será periciado para reforçar as investigações.
Luxo sob investigação
De acordo com os investigadores, uma das vítimas afirmou ter marcado um encontro com a suspeita antes de ser agredida e roubada. O homem relatou que teve um cordão de ouro, avaliado em cerca de R$ 14 mil, levado durante a ação. Após o crime, ele reconheceu Nick Frazão por meio de fotografias e também em seu perfil nas redes sociais. A polícia ainda investiga se a influenciadora participou de outros casos semelhantes registrados na cidade.
Agora, o conteúdo publicado nas redes sociais da influenciadora também poderá ajudar nas investigações. Os policiais buscam identificar possíveis comparsas, rastrear a movimentação dos investigados e esclarecer se o grupo atuava de forma organizada. O caso ganhou grande repercussão por envolver uma figura conhecida na internet e evidencia como uma vida de aparente sucesso nas redes pode esconder suspeitas que acabam chegando às mãos da Justiça.