Novas tendências surgem de forma cada vez mais rápida. No décor, entretanto, sempre seguir o que está bombando no momento pode ser um pouco complicado, já que fazer intervenções na casa exige tempo e investimento, dificultando alterações constantes.
Mas, afinal, como decorar a casa de forma que não seja enjoativa ao longo do tempo? Para o designer de interiores Belchior Almeida, o principal erro é fazer escolhas baseadas apenas na aparência e não considerar “quem você é ou o que você quer sentir ali dentro”.
A seguir, confira dicas essenciais para criar um décor atemporal.
Como criar uma decoração que não envelhece
Belchior define um décor atemporal em dois pilares: ter motivos por trás das escolhas e refletir criticamente acerca das tendências que realmente nos representam, fugindo de modismos passageiros.

Móveis ou adornos herdados de família, presentes de pessoas queridas, objetos garimpados em viagens especiais e porta-retratos são escolhas certeiras, pois carregam memórias e significados além da estética.
“Decorar com história não tem vencimento ou prazo de validade”, afirma o designer.
Cor com intenção

Atrelar cores a sentimentos é uma maneira de garantir que a paleta continue agradável ao longo dos anos. “Quando a gente olha para o significado psicológico das cores e para as emoções, é importante pensar naquilo que a gente quer sentir em casa“, afirma.
Ao escolher uma paleta de cores com base no que queremos sentir, os tons mantém uma relação duradoura com nosso emocional.
Materiais, acabamentos e mobiliários

Optar por materiais e mobiliários que oxidam de forma controlada ou com superfícies que criam pátina — uma mudança superficial de cor e textura devido ao tempo e uso — contribuem para que estes envelheçam sem ficar com uma estética ultrapassada.
Alguns deles: madeira maciça, couro natural, corda náutica e fibras naturais, pedras e mármores e aço corten. “Em vez de parecerem desgastados, eles ficam mais interessantes, mais vivos e enriquecem os ambientes”, afirma Belchior.

Além da qualidade, quando há uma relação de afeto com as peças, elas tendem a se manter mais relevantes dentro de casa. “Quando você entende a história, quem criou, de onde ela vem, ela deixa de ser só um mobiliário e passa a ocupar um lugar simbólico no espaço”, complementa o designer.
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