Tecnologia

“Câncer de mama metastático não é sinônimo de finitude”, diz especialista

03/10/2025 1 visualizações

O câncer de mama metastático ainda é cercado por estigmas, mitos e dúvidas. Ele ocorre quando a doença se espalha para outras partes do corpo e, por representar o crescimento do câncer, muitas vezes é equivocadamente visto como uma sentença de fim de vida. “Ter um diagnóstico não é sinônimo de finitude, é ter uma possibilidade de tratamento”, explica a mastologista Cinthia Moreira.

Pensando nisso, CLAUDIA e Veja Saúde levaram o tema para debate na Casa Clã MAMA, espaço que busca ampliar a conversa sobre o câncer de mama no Brasil. Participaram do encontro Cinthia, a oncologista Mariana Monteiro e a paciente Jussara Del Moral, que convive com a metástase há 16 anos.

Por que o câncer de mama metastático não é uma sentença de morte?

Os estigmas do câncer de mama metastático foram debatidos na Casa Clã MamaRenato Nascimento/CLAUDIA

Hoje, existem tratamentos que permitem prolongar e manter a qualidade de vida de quem recebe o diagnóstico de câncer de mama. “Esse diagnóstico não representa o fim. Ninguém sabe quanto tempo vai viver, mas, à medida que conseguimos controlar a doença, conseguimos também que o paciente viva mais e melhor”, afirma Mariana.

Não se trata apenas de viver mais anos, mas de viver com qualidade. “Um colega, no início da carreira, atendeu uma paciente que queria adiar a quimioterapia para ir ao casamento da filha. Ainda inexperiente, ele disse que ela não poderia participar [pois precisaria dar continuidade ao tratamento]. Aquilo marcou tanto a paciente quanto ele para sempre. Precisamos considerar o que é importante para cada pessoa”, lembra Cinthia.

Continua após a publicidade

Exemplo disso é Jussara Del Moral. Após o diagnóstico, ela passou a valorizar ainda mais os momentos pessoais e seus projetos. “Tenho câncer há 18 anos e metástase há 16. Aprendi que precisamos viajar, passar tempo com quem amamos e correr atrás dos nossos sonhos”, compartilhou durante o evento.

Outro ponto essencial é falar mais sobre cuidados paliativos. “Eles não significam que o paciente está em estágio terminal, mas que terá mais qualidade de vida durante o tratamento”, reforça Mariana. Jussara complementa com a visão de quem vive a realidade do diagnóstico: “Não basta ser paciente, é preciso participar. O paciente que entende o que tem consegue conversar melhor com o médico e tomar decisões em conjunto”.

  • Relacionadas
  • Saúde5 inovações tecnológicas que estão transformando o cuidado no câncer de mama2 out 2025 - 16h10
  • SaúdeCâncer de mama metastático: 5 mitos e verdades sobre o diagnóstico que ainda gera medo1 out 2025 - 15h10
  • SaúdeExercícios físicos no tratamento do câncer de mama: por que se movimentar faz parte da cura1 out 2025 - 14h10
Continua após a publicidade

O que você achou? 0

Sua opinião é muito importante! Participe do debate com a nossa comunidade.

Sugestões rápidas:

Seus dados estão protegidos.

Seja o primeiro a comentar!

Deixe sua impressão sobre esta matéria e inicie a conversa com outros leitores.