Ao longo dos anos, os avanços científicos têm transformado a forma como o câncer de mama é diagnosticado e tratado. Se antes ele era visto apenas como uma única doença restrita ao órgão, hoje já se sabe que existem diferentes subtipos, cada um com características próprias e exigindo abordagens específicas. Esse foi o tema central do segundo talk da Casa Clã MAMA 2025.
“Hoje, a gente pode falar que o câncer de mama não é uma coisa só. Ele nasce na mama, não é único para todos, existem vários subtipos”, afirma a oncologista Marcia Abadi.
Avanços no tratamento
O aprofundamento dos estudos tem permitido que cada paciente receba tratamentos personalizados, de acordo com o subtipo identificado. “Quando a gente caminha com os nomes e sobrenomes [do tumor], não é para trazer temor, mas para que a ciência consiga direcionar melhor os tratamentos”, detalha Marcia.
Mudanças no enfrentamento
A geneticista Michele Araújo, que recebeu um diagnóstico de câncer, chama atenção para a necessidade de adaptação também por parte dos profissionais de saúde. Ela critica, por exemplo, o uso do termo tumor agressivo.
Ao aconselhar outras mulheres, Michele reforça: “A gente tem muita vida além do câncer, durante o câncer ou pós-câncer. É claro que a gente se baseia em estatística, a medicina precisa disso para escolher os nossos rumos, mas a vida segue sua própria estatística e segue seus próprios caminhos.”
Entendendo sua própria jornada
A mastologista Fabiana Makdissi destacou a importância do autoconhecimento no processo. “Advogar por si mesma tem muita importância dentro da possibilidade de um tratamento, Nós indicamos o que tem de melhor na literatura, mas quem vai passar pela jornada é a paciente”, afirma.
O que você achou? 0
Sua opinião é muito importante! Participe do debate com a nossa comunidade.
Seja o primeiro a comentar!
Deixe sua impressão sobre esta matéria e inicie a conversa com outros leitores.