Uma em cada oito mulheres têm câncer de mama ao longo da vida. Além disso, 2,3 milhões de mulheres são diagnosticadas todo ano. A doença corresponde, ainda, a 30% dos casos de câncer em mulheres. Para combater o avanço dos dados, a cultura de prevenção se faz cada vez mais presente.
Esse foi o tema do painel de abertura da Casa Clã Mama 2025, evento de CLAUDIA e Veja Saúde para debater o assunto.
Diagnóstico precoce
O oncologista Gustavo Werutsky comentou que cada diagnóstico tem um tratamento diferente – e saber disso tem um impacto imenso nos resultados.
“O rastreamento é responsável por 30% da cura. Os países com baixo nível econômico têm maior taxa de mortalidade, já os desenvolvidos têm a taxa muito baixa por conta do maior acesso à prevenção”, diz.
Segundo a oncologista Laura Testa, as taxas de diagnóstico em mulheres abaixo dos 40 anos estão aumentando – um alerta que deve ser discutido com os especialistas. “A partir dos 25 anos, as mulheres precisam acessar um médico para conhecer o seu risco e trabalhar em conjunto para diminuí-los.”
Impacto social
A fundadora do MAMA, Julia Presotto, tem trabalhado para ampliar o conhecimento sobre a doença e desmistificar a conversa sobre os seios.
“É necessário atingir os públicos mais jovens. Precisamos sensibilizar o autocuidado desde o início da vida para quando chegar a idade do rastreamento eles já saberem do que estamos falando”, alerta.
Além disso, a especialista comenta que ainda hoje há barreiras socioeconômicas que devem ser ultrapassadas, como o contexto biomédico, o social e o comunicacional.
“A informação precisa chegar às mulheres. Também precisamos falar para pessoas vulneráveis que não conseguem fazer o mínimo: como exercício físico e alimentação saudável”, finaliza.
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