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GOLPE DO ENROLEX: Polícia mira empresário acusado de vender relógio de luxo falso por R$ 200 mil

16/07/2026 • 19:51 • Por Redação NTD

Investigação aponta fraude na venda de Patek Philippe e mira empresário com extenso histórico policial por crimes patrimoniais

Um relógio de luxo anunciado como uma raridade suíça acabou se transformando no centro de uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Agentes da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) cumpriram, nesta quinta-feira, 16, mandados de busca e apreensão em dois endereços na Barra da Tijuca contra o empresário André Vinícius Peralta, de 55 anos, investigado por vender um relógio da marca Patek Philippe por R$ 200 mil que, segundo a apuração, era falsificado. A ação foi coordenada pelo delegado Ângelo Lages, e busca reunir provas sobre a fraude, além de identificar possíveis vítimas, e a eventual participação de outras pessoas no esquema. O investigado responde por apuração envolvendo crimes como estelionato, apropriação indébita, receptação, e crime contra a ordem tributária. Ainda segundo a Polícia Civil, Peralta acumula dezenas de registros de ocorrência desde 2004, relacionados principalmente a crimes patrimoniais.

De acordo com a investigação, a vítima adquiriu o relógio acreditando tratar-se de uma peça original da tradicional fabricante suíça Patek Philippe. Após concluir a compra, o objeto foi submetido a uma perícia técnica especializada, que constatou que o mecanismo interno não era original, mas sim uma peça de fabricação chinesa de baixo custo, descaracterizando completamente a autenticidade e o valor de mercado do produto. Ao ser informado da irregularidade, o empresário aceitou receber o relógio de volta, e prometeu devolver integralmente os R$ 200 mil pagos. No entanto, segundo a polícia, após retomar a posse da peça, ele não realizou o reembolso e alegou que o relógio já havia sido vendido para um terceiro, deixando a vítima sem o dinheiro e sem o bem. O caso é investigado pelos crimes previstos nos artigos 168, 171 e 180 do Código Penal, além do artigo 1º, inciso V, da Lei nº 8.137/90, que trata de crimes contra a ordem tributária.

Histórico criminal

Além da suspeita envolvendo o relógio de luxo, a Polícia Civil destaca que André Vinícius Peralta possui um extenso histórico de antecedentes. Conforme os registros policiais, ele acumula dezenas de ocorrências por estelionato, receptação, furto, apropriação indébita, roubo, ameaça, e comunicação falsa de crime. Em 2009, respondeu por ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha, em Armação dos Búzios. O empresário também já foi preso em duas oportunidades: em 2004, por mandado de prisão civil, e em 2015, quando teve a prisão preventiva decretada por um crime de roubo. Os investigadores ressaltam ainda que ele foi alvo da Operação Boca Rica, em 2019, conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos, que resultou na interdição de estabelecimentos suspeitos de comercializar joias e ouro de origem ilícita. Em outro episódio, registrado em 2017, Peralta foi indiciado por receptação após a compra de alianças, anéis, pulseiras de brilhantes, cordões de ouro, e um relógio Rolex de ouro, utilizando a empresa Larissa Joias, a mesma apontada na negociação do relógio Patek Philippe investigado atualmente.

As buscas realizadas nesta quinta-feira tiveram como objetivo apreender documentos, equipamentos eletrônicos, certificados de autenticidade, registros comerciais, e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações. A Polícia Civil também pretende verificar se existem outras pessoas que tenham adquirido relógios ou joias falsificados junto ao investigado, o que poderá ampliar o alcance do inquérito. Paralelamente, outra investigação cita André Vinícius Peralta como alvo de medidas judiciais relacionadas a uma organização criminosa especializada em fraudes contra instituições bancárias mediante o uso de documentos falsificados. As apurações seguem em andamento, e o delegado Ângelo Lages solicita que possíveis vítimas ou pessoas com informações relacionados ao caso entrem em contato com a 12ª DP pelos telefones (21) 98596-7380 (WhatsApp) ou (21) 2332-7914, garantindo o sigilo das denúncias.