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“Espero que homens possam se identificar”: Julia Dalavia fala de “Dias Perfeitos”

12/09/2025 1 visualizações

Os holofotes estão voltados para Julia Dalavia, que protagoniza as produções brasileiras mais aguardadas do ano. Além das séries Dias Perfeitos, adaptação do livro homônimo de Raphael Montes, e o terror Reencarne, exibida no Berlinale Series Market, a atriz interpreta Elizabeth Bennet na versão audiolivro de Orgulho e Preconceito. Aqui, conversamos com a atriz, em boa fase.

CLAUDIA: E como se deu a participação em Dias Perfeitos?

Julia: Ao final das filmagens de Reencarne, fiquei sabendo do teste para Dias Perfeitos. Quando comecei a ler  o livro — tirando os momentos que eu tinha que fechar, respirar por meia hora e voltar — fiquei superintrigada e terminei em dois ou três dias. Então voltei para o Rio para fazer os testes, já com o Jaffar [Bambirra, que faz o Téo]. Dias depois soubemos que tínhamos sido aprovados. 

A atriz brasileira Julia Dalavia se destaca em produções na televisão, no cinema e, agora, nos audiobooks.Mariana Maltoni/Divulgação

CLAUDIA: Entre seus trabalhos recentes, teve alguma personagem com a qual você se identificou?

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Julia: Eu acho que Dias Perfeitos é uma história muito real, né? Nosso país tem um dos maiores índices de feminicídio do mundo. Trazer essa questão de uma forma sensível, que — diferentemente do livro — mostra também a perspectiva da Clarice, além de dar um final que ela merece, é importante para que possíveis vítimas possam ver que tem uma saída.

A série vai num exagero, mas retrata que a violência acontece em várias camadas, muitas vezes sutis também. Eu espero que homens possam ver, se identificar com alguma coisa e pensar “pera aí, o que eu estou fazendo?”.

CLAUDIA: Pela primeira vez, você assume o papel de protagonista de uma série. Como foi o processo de audição?

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Julia: Eu já conhecia o Bruno Safadi de Órfãos da Terra, em que ele era um dos diretores. Como diretor artístico de Reencarne, ele me chamou para o teste e eu fui aprovada — tempos depois estávamos em Goiás gravando.

A série é um suspense com ficção científica, um universo diferente do que eu já tinha feito. Eu sempre tive medo do sobrenatural, então foi uma experiência interessante ver os bastidores dos artifícios do terror. 

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