Levantamento aponta que cerca de 600 startups movimentaram o equivalente a 1,3% do PIB da cidade em 2025 e empregam quase 35 mil pessoas
Muito além das praias, do turismo e dos grandes eventos, o Rio de Janeiro vem fortalecendo uma nova vocação econômica. Dados divulgados pela Prefeitura mostram que as cerca de 600 startups instaladas na cidade registraram faturamento estimado de R$ 5,3 bilhões em 2025, valor que corresponde a aproximadamente 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) carioca. O resultado evidencia a crescente importância da inovação e da tecnologia para a economia local, consolidando o município como um dos principais ecossistemas de empreendedorismo do país.
Segundo o estudo “Panorama das Startups Cariocas”, elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e pela Riotur em parceria com o hub de inovação Maravalley, o faturamento médio dessas empresas alcançou R$ 8,8 milhões. Além da geração de riqueza, o setor já é responsável por cerca de 34,7 mil empregos, com média de 55,8 funcionários por empresa. As áreas com maior concentração de startups incluem Tecnologia da Informação, Educação, Saúde e Bem-Estar, Gestão e Consultoria e projetos de impacto socioambiental.
Ecossistema em expansão
Os números também revelam a maturidade crescente do ambiente de inovação carioca. De acordo com o levantamento, 44,7% das startups são microempresas, 35,7% são de pequeno porte e quase 20% já atingiram os portes médio ou grande. A pesquisa mostra ainda uma forte concentração dessas empresas em regiões como Centro, Barra da Tijuca, Botafogo, Santo Cristo e Ipanema, com destaque para o entorno do Maravalley, apontado como um dos principais catalisadores do desenvolvimento tecnológico da cidade.
A divulgação do estudo ocorreu durante o Web Summit Rio 2026, evento que reforça a estratégia da Prefeitura de posicionar a capital fluminense como referência internacional em inovação. A expectativa é que a edição deste ano gere impacto econômico superior a R$ 219 milhões na cidade. Com o Web Summit garantido até 2030 e um ecossistema tecnológico em franca expansão, o Rio busca diversificar sua matriz econômica e ampliar sua relevância no cenário global de tecnologia e empreendedorismo.