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Com apenas 24 anos, Giovanna Elias é pianista e regente de orquestra

14/08/2025 1 visualizações

Com apenas quatro anos de idade, ao se encantar com uma orquestra que assistia pela TV Cultura, Giovanna Elias reconheceu o que viria a ser sua grande paixão: a música clássica. Mesmo sem muito incentivo da família, a jovem lembra que sua relação com a orquestra foi imediata e visceral.

A música vem até nós. Ela entra na nossa vida de uma maneira que não dá mais para separar o que é você e o que é ela”, reflete. Apenas na adolescência, com o apoio do avô, passou a participar de corais e aulas técnicas, escolhendo o piano como seu instrumento principal, junto com o canto — que considera essencial para a sua profissão.

Para alcançar o posto de regente, investiu intensamente em estudo, disciplina e na vivência dos bastidores de concertos e ensaios da Orquestra de Câmara da ECA/USP e da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

Giovanna conta que o comando sempre fez parte de sua trajetória. Ao iniciar as aulas no coral, ela já auxiliava o professor a conduzir a turma, orientando parte dos colegas durante os ensaios. “Na vida, eu sempre fui colocada em situações de liderança, tendia a tomar a frente de tudo, então foi algo natural para mim”, explica.

Da liderança nos corais ao comando de grandes orquestras

Aos 24 anos, além de reger orquestras em diferentes países, a artista também é fundadora da SP Chamber Orchestra, orquestra de câmara criada junto a colegas da faculdade de música da USP  que busca abrir espaço para jovens talentos.

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Com apresentações marcadas na Europa nos próximos meses, ela deixa um conselho para quem sonha em seguir o mesmo caminho: “Ouça a voz do seu coração. Se é isso que realmente te move, então vá atrás. O verdadeiro talento está na persistência.”

Embora cada vez mais mulheres conquistem espaço como regentes no cenário da música clássica, a jovem reconhece que a invisibilidade do trabalho feminino ainda é uma realidade. Giovanna pondera que, além do machismo, o setor enfrenta desafios que afetam todos os profissionais.

“Percebi que é um meio tão difícil, com tão poucas oportunidades, que está todo mundo na mesma luta”, conclui.

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