Acidente aéreo no Rio mobilizou bombeiros, interditou vias importantes e será investigado pelo Cenipa
O domingo, 14, começou com cenas de destruição no Recreio dos Bandeirantes. Em um dos acidentes aéreos mais graves registrados no Rio de Janeiro, dois helicópteros colidiram no ar e despencaram sobre um pátio de veículos na Avenida das Américas, provocando explosões, incêndio e uma grande operação de resgate. As seis pessoas (todos homens) que estavam nas aeronaves morreram no local. O impacto foi tão intenso que os destroços ficaram espalhados por uma ampla área, enquanto uma densa coluna de fumaça podia ser vista de diferentes pontos da cidade. As aeronaves envolvidas no acidente eram um Bell e um Esquilo, modelos amplamente utilizados na aviação civil e executiva, e produzidos por fabricantes reconhecidos internacionalmente por seus padrões de segurança e confiabilidade.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o chamado para a ocorrência foi registrado às 8h59. Uma das aeronaves transportava cinco ocupantes, enquanto a outra era pilotada por apenas uma pessoa. Após a colisisão, os helicópteros caíram sobre um terreno utilizado como depósito de veículos, atingindo mais de 20 automóveis e provocando um incêndio que exigiu a atuação de equipes especializadas. A pista lateral da Avenida das Américas, na altura da estação BRT Gilka Machado, precisou ser interditada para o trabalho dos socorristas e das forças de segurança. Tanto a norte-americana Bell Helicopter quanto a europeia Airbus Helicopters, fabricante da família Esquilo, estão entre as empresas mais tradicionais do setor aeronáutico e fornecem aeronaves para operadores civis, forças policiais e serviços de resgate em diversos países.
Cidade em alerta
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, lamentou a tragédia e afirmou que toda a estrutura municipal foi mobilizada para auxiliar no atendimento da ocorrência. Segundo ele, os órgãos da Prefeitura atuaram em conjunto com o Corpo de Bombeiros, as forças de segurança e os serviços de trânsito para minimizar os impactos do acidente e garantir a segurança na região. Cavaliere, que confidenciou conhecer os dois pilotos envolvidos na colisão, também manifestou solidariedade às famílias das vítimas e ressaltou que a prioridade das autoridades é oferecer apoio aos parentes e colaborar com as investigações. Ele destacou ainda que a cidade acompanha com atenção o trabalho dos peritos para que as causas do acidente sejam esclarecidas com rapidez e transparência.
As causas da colisão ainda são desconhecidas e serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Peritos trabalham na análise dos destroços e na coleta de informações que possam esclarecer o que levou os dois helicópteros a se chocarem em pleno voo. O fato de as aeronaves serem modelos consagrados e considerados seguros pelo mercado reforça a expectativa de que a investigação se concentre em fatores operacionais, ambientais, e humanos, além das condições de voo registradas no momento do acidente. Até o momento, as identidades das seis vítimas não haviam sido divulgadas oficialmente, enquanto a tragédia provocava forte comoção e reacendia o debate sobre a segurança das operações aéreas em uma das regiões com maior circulação de helicópteros do país.