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Mato Grosso mantém 30 municípios sob vigilância federal por avanço do desmatamento

02/06/2026 11:09 Por Redação NTD

Estado figura entre os maiores desmatadores do país e concentra cidades consideradas prioritárias para ações de combate à devastação ambiental

O mapa do desmatamento no Brasil continua apontando para Mato Grosso. Mesmo sendo uma das principais potências do agronegócio nacional, o estado segue sob forte pressão ambiental e mantém 30 municípios na lista de prioridade do governo federal para ações de controle da devastação. Os dados mais recentes revelam que Mato Grosso registrou 100,5 mil hectares de vegetação nativa desmatada em um ano, distribuídos em 1.577 alertas, ocupando a quinta posição entre os estados que mais perderam cobertura vegetal no país. 

A relação dos municípios monitorados integra a estratégia federal de enfrentamento ao desmatamento, especialmente em áreas consideradas críticas da Amazônia Legal. O objetivo é intensificar ações de fiscalização, monitoramento e incentivo à preservação ambiental. Segundo o levantamento, Mato Grosso permanece como uma das regiões mais sensíveis do chamado “arco do desmatamento”, fenômeno impulsionado principalmente pela expansão agropecuária, abertura de novas áreas e degradação florestal associada a queimadas. 

Monitoramento intensificado

A permanência de 30 cidades mato-grossenses na lista de prioridade acende um alerta para a necessidade de medidas mais efetivas de preservação. O governo federal tem ampliado programas voltados à redução do desmatamento e dos incêndios florestais, buscando maior cooperação entre União, estados e municípios. As áreas monitoradas recebem atenção especial por apresentarem índices elevados de supressão da vegetação nativa e por seu impacto direto na conservação da Amazônia e de outros biomas presentes no território mato-grossense. 

Especialistas apontam que o desafio vai além da fiscalização. Estudos recentes mostram que municípios com histórico de altos índices de desmatamento nem sempre apresentam melhores indicadores de desenvolvimento econômico e social, contrariando o argumento de que a devastação ambiental gera prosperidade duradoura. Diante desse cenário, o governo federal pretende fortalecer políticas públicas voltadas à produção sustentável e à conservação dos recursos naturais, enquanto mantém sob observação os municípios considerados mais vulneráveis ao avanço da destruição florestal.