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Anna Akisue é a primeira atriz asiática a interpretar Regina George

15/07/2025 1 visualizações

Quando Anna Akisue era adolescente, costumava passar horas na frente do espelho tentando “embranquecer”. Assistia a tutoriais de maquiagem na internet para se parecer com uma mulher branca e buscava fugir da cultura japonesa o quanto pudesse. “Eu achava que se eu conseguisse camuflar os traços orientais, as coisas seriam diferentes”, lembra.

Felizmente, quando foi escolhida para interpretar a protagonista Regina George na montagem brasileira do musical Meninas Malvadas, não precisou disfarçar quem é. “A Regina é o estereótipo da menina branca, magra e loira dentro do padrão. Acho muito importante, para mim e para outras pessoas racializadas, que possamos nos enxergar como protagonistas de qualquer narrativa”, reflete Anna, a primeira pessoa de ascendência asiática a assumir o papel.

Desde criança, ela sabia que queria os palcos. Seu primeiro registro cantando e performando na sala de casa — vestida com as roupas da mãe — foi aos três anos. Aos 13, começou a compor. Seu maior destaque antes do musical havia sido a posição de semifinalista do The Voice Brasil, em 2016. A experiência a ensinou a lidar com o amor e a injúria dos fãs.

Quando ganhou de outro competidor por votação popular, foi inundada por ataques racistas na internet. “Precisei aprender a separar a Anna CNPJ da Anna CPF. Hoje, eu incorporo um personagem além do papel para me mascarar, para poder esconder quando estou nervosa”, conta. 

Assim que soube das audições para o Meninas Malvadas – O Musical pelas redes sociais, não teve dúvidas: se inscreveu imediatamente. A pedido dos seus seguidores, cantou World Burn em seu Instagram — um dos solos de Regina na peça. O vídeo chegou à direção do musical, que demonstrou interesse em conhecê-la. O teste apenas confirmou o que já suspeitavam: ela era a atriz que buscavam para o papel.

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Hoje, aos 25 anos, já pensa na vida pós-Regina George. Um de seus planos é lançar seu primeiro álbum solo. “Eu sou uma atriz curiosa, então você pode piscar e me ver em um lugar diferente. Sou de tudo um pouco e a arte é isso: pegar o que faz sentido pra você e transformar em algo novo”, diz.

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