Estado registra avanço histórico nas exportações de carne e amplia protagonismo no agronegócio nacional
No coração do agronegócio brasileiro, Mato Grosso transformou os números da pecuária em símbolo de potência econômica. Durante a abertura da Acricorte 2026, em Cuiabá, o governo estadual anunciou resultados históricos para o setor, com recordes no abate de bovinos e nas exportações de carne. O desempenho consolidou ainda mais a posição do estado como principal referência da pecuária nacional, impulsionado pela alta demanda internacional e pelo avanço de sistemas de produção mais intensivos e tecnológicos.
Segundo dados apresentados pelo Governo de Mato Grosso e pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado encerrou 2025 com 7,46 milhões de cabeças de gado abatidas, o maior volume já registrado na série histórica. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o ritmo acelerado da produção continuou sustentando o crescimento das exportações de carne bovina. O governador Mauro Mendes afirmou que a pecuária mato-grossense já está entre as mais eficientes do mundo, destacando investimentos em tecnologia, rastreabilidade e manejo produtivo como fatores decisivos para o avanço do setor.
Potência do agro
Especialistas do setor apontam que o crescimento foi impulsionado pela ampliação do confinamento, do semi-confinamento e da chamada Terminação Intensiva a Pasto (TIP), métodos que aumentam a produtividade e reduzem o tempo de preparo dos animais para o abate. Além disso, a forte demanda internacional por carne brasileira contribuiu para aquecer a cadeia produtiva e elevar a competitividade de Mato Grosso no mercado externo. O estado mantém o maior rebanho bovino do país, superando 34 milhões de cabeças, segundo dados oficiais.
O avanço da pecuária mato-grossense ocorre em um momento de expansão histórica do setor no Brasil. Dados divulgados pelo IBGE mostram que o país também registrou recordes no abate de bovinos em 2025, com crescimento superior a 8% em relação ao ano anterior. A combinação entre exportações aquecidas, aumento da produção e investimentos em eficiência produtiva reforça o peso do agronegócio na economia nacional, embora especialistas alertem para a necessidade de equilibrar crescimento econômico com sustentabilidade ambiental e preservação dos recursos naturais.