Levantamento mostra disparada nos preços de presentes tradicionais e revela que consumidores estão buscando alternativas para celebrar a data
O amor de mãe pode até não ter preço, mas homenageá-las em 2026 ficou bem mais caro em São Paulo. Às vésperas do Dia das Mães, consumidores paulistanos encontraram aumentos expressivos em alguns dos presentes mais tradicionais da data. Segundo levantamento divulgado pelo Procon-SP, os perfumes registraram alta média de quase 15% em relação ao ano passado, enquanto os famosos buquês de rosas apresentaram uma variação impressionante de até 78% dependendo da floricultura e da região da cidade. A disparada nos valores acendeu o alerta entre consumidores, que passaram a pesquisar mais antes de comprar e até buscar alternativas para não deixar a homenagem passar em branco.
O levantamento analisou preços em diversos estabelecimentos da capital paulista e identificou diferenças enormes até para produtos idênticos. No caso dos perfumes importados e nacionais, o aumento foi impulsionado principalmente pela alta do dólar, custos de importação e reajustes na cadeia de cosméticos. Já no setor de flores, comerciantes atribuem a elevação dos preços à maior procura típica do período, além de fatores climáticos que afetaram a produção em algumas regiões do país. Em alguns casos, o mesmo tipo de buquê chegou a custar quase o dobro dependendo do bairro e do estabelecimento consultado. A orientação dos especialistas é que o consumidor pesquise bastante antes de fechar a compra para evitar pagar valores abusivos.
Corrida pelos presentes
Mesmo com os preços em alta, o comércio segue otimista para o Dia das Mães, considerada a segunda data mais importante para as vendas no varejo brasileiro, atrás apenas do Natal. Shoppings, perfumarias, floriculturas e lojas de departamento registraram aumento no movimento nos últimos dias, com consumidores tentando garantir presentes sem extrapolar o orçamento. Muitos paulistanos passaram a apostar em lembranças mais simples, como chocolates, cestas artesanais e flores menores, enquanto outros optaram por experiências afetivas, como almoços especiais e passeios em família. Bazares e feiras populares também viraram alternativa para quem busca economizar sem abrir mão da comemoração.
Economistas afirmam que o comportamento do consumidor neste ano reflete o impacto persistente da inflação sobre itens considerados supérfluos ou sazonais. Ainda assim, o apelo emocional da data mantém o comércio aquecido e sustenta a expectativa de crescimento nas vendas em comparação com 2025. A recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é pesquisar preços, desconfiar de promoções exageradas e evitar compras de última hora, período em que os valores costumam disparar ainda mais. No fim das contas, entre perfumes mais caros e rosas valorizadas como artigo de luxo, o Dia das Mães de 2026 deixa claro que carinho continua essencial — mas planejar o bolso virou quase obrigatório.