Conflito judicial envolvendo direitos de marca atinge modelos elétricos de entrada vendidos no país, que apostam em preços agressivos
O carro elétrico mais barato do Brasil terá que mudar de nome após uma disputa judicial que envolve a montadora sul-coreana Kia e as empresas E-motors e JMEV. Em meio à expansão da mobilidade elétrica no país, o embate evidencia que a concorrência vai além da tecnologia e do preço, alcançando também o campo jurídico e a disputa por marcas.
Os modelos, até então chamados de EV2 e EV3, chegaram ao mercado com proposta de forte apelo popular. O EV2 tem preço competitivo a partir de R$ 69.990 e se destaca por ser um carro elétrico com câmbio manual, voltado principalmente para autoescolas e uso urbano básico. Já o EV3 parte de R$ 99.990 e mira um público mais amplo dentro do segmento de entrada, mantendo o foco em acessibilidade e baixo custo operacional — fator que reforça sua posição entre os elétricos mais baratos disponíveis no Brasil.
Conflito de marcas
A Kia acionou judicialmente as empresas responsáveis pelos veículos, alegando já deter os direitos sobre as siglas “EV2” e “EV3” no país. Diante do risco de prolongamento da disputa, E-motors e JMEV optaram por alterar a nomenclatura dos modelos, buscando evitar sanções e entraves legais mais amplos.
Apesar da mudança de nome, a estratégia comercial permanece inalterada. Os veículos continuarão sendo posicionados como opções acessíveis para ampliar a entrada do consumidor brasileiro no universo dos carros elétricos. O episódio reforça a relevância das marcas na indústria automotiva global e ilustra como novos entrantes precisam navegar não apenas pelos desafios tecnológicos e comerciais, mas também por um ambiente jurídico cada vez mais competitivo.