Executivos compartilham obras que moldaram suas trajetórias e sugerem uma trilha prática de conhecimento para cada fase do negócio
No Dia Mundial do Livro, celebrado nesta quinta-feira, 23 de abril, executivos do franchising transformam suas experiências em uma curadoria prática de leituras que orienta empreendedores em diferentes fases do negócio. Em meio à sobrecarga de informações, a proposta destaca que o diferencial não está na quantidade de conteúdo consumido, mas na escolha estratégica do que ler para tomar decisões mais assertivas. A iniciativa organiza uma linha do tempo do conhecimento, que vai desde o início da jornada empreendedora até a expansão de empresas já consolidadas. A curadoria reúne obras clássicas de gestão e títulos voltados ao desenvolvimento pessoal, oferecendo um guia objetivo para enfrentar os desafios do ambiente empresarial.
Para quem está começando, o consenso é investir primeiro em si mesmo. Rodrigo Cardoso, da Bengô Açaí, destaca “Empresas Feitas para Vencer” como leitura essencial para construir uma liderança sólida. Na mesma linha, Roger Coelho, da Le Petit Macarons, aponta “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, de Stephen Covey, como base para o autogerenciamento — habilidade que, segundo ele, precede qualquer gestão empresarial. Já Álan Torres, do Johnny Rockets, recomenda “O Mito do Empreendedor”, de Michael E. Gerber, reforçando a importância de estruturar processos, pessoas, produtos e propósito desde o início.
Fase de aprendizado
Quando o negócio entra em fase de crescimento, a leitura ganha contornos mais estratégicos. Lucas André, da Fast Tennis, indica “Beyond Entrepreneurship 2.0”, de Jim Collins, como guia para manter disciplina e clareza durante a expansão. Camila Miglhorini, do Mr. Fit, aposta em “Liderança Destemida” para orientar a transição do operacional ao estratégico, destacando a importância da resiliência e da inspiração de equipes. Já Arnaldo Di Blasi, da Di Blasi Pizzas, recorre ao clássico “Quem Mexeu no Meu Queijo?”, de Spencer Johnson, para enfatizar a adaptabilidade como competência-chave em cenários de mudança.
No topo da gestão, onde decisões têm impacto ampliado, o foco se volta à essência. Priscila Aguiar, da Academia Gaviões 24h, recomenda “Essencialismo: a disciplinada busca por menos”, de Greg McKeown, como ferramenta para priorização e criatividade. Guilherme Mauri, da Minha Quitandinha, destaca “Comece pelo Porquê”, de Simon Sinek, defendendo que um propósito claro deve guiar todas as decisões e fomentar autonomia nas equipes. Mais do que sugestões de leitura, a curadoria revela um princípio comum: empreender, em qualquer estágio, é também saber escolher o que aprender — e quando.