Medida faz parte de revisão administrativa conduzida por Ricardo Couto, que já acumula centenas de demissões desde que assumiu o cargo
A reestruturação do governo do Rio ganhou novo capítulo com a decisão do governador interino Ricardo Couto de Castro de exonerar mais 94 funcionários da administração estadual. A medida, publicada em Diário Oficial, reforça a estratégia de enxugamento da máquina pública e amplia a série de cortes promovidos desde que o magistrado assumiu o comando do Palácio Guanabara, em meio à crise política que levou à vacância do cargo.
As exonerações atingem principalmente cargos comissionados ligados à Secretaria de Governo e à Casa Civil, áreas consideradas estratégicas dentro da estrutura estadual. A iniciativa está inserida em uma auditoria mais ampla determinada pelo próprio governo, que inclui revisão de contratos, serviços e folhas salariais. Só nos últimos dias, o número de desligamentos já ultrapassou a casa das centenas, evidenciando a dimensão do chamado “pente-fino” administrativo.
Reforma acelerada
Desde que assumiu interinamente o governo em março, após a saída de Cláudio Castro, Ricardo Couto tem promovido uma reformulação acelerada da estrutura estatal. A gestão é marcada por mudanças no primeiro escalão, substituição de aliados da administração anterior e uma política de contenção de gastos, com foco na redução do inchaço da máquina pública e no aumento da transparência.
A ofensiva administrativa ocorre em um momento de transição política no estado, já que o governo é exercido de forma interina até a definição de um novo governador. Nesse cenário, as medidas adotadas por Couto buscam reorganizar a estrutura do Executivo e enfrentar um cenário de desequilíbrio fiscal, ao mesmo tempo em que levantam debates sobre o alcance e os impactos dessas mudanças na administração pública fluminense.