Investigado por atuar na logística de mega-assalto em Confresa exibia rotina de ostentação enquanto polícia desarticulava quadrilha
Entre fotos de lazer e registros de aventuras sobre as águas e trilhas, a vida aparentemente tranquila escondia um papel central em uma das ações criminosas mais violentas do país. Apontado como integrante da quadrilha responsável pelo maior assalto da história de Mato Grosso, Pablo Henrique de Sousa Franco, um dos presos na operação policial chamava atenção nas redes sociais ao ostentar passeios de lancha e quadriciclo, contraste direto com a gravidade das acusações que pesam contra ele.
A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Pentágono, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, que investiga o ataque à empresa de transporte de valores em Confresa, em abril de 2023. Segundo as autoridades, o suspeito atuava na logística da organização criminosa, responsável por planejar deslocamentos, suporte e estrutura para a execução do crime. A operação cumpriu dezenas de mandados judiciais, incluindo prisões, buscas e bloqueio de contas bancárias.
Quadrilha estruturada
As investigações apontam que o grupo criminoso era altamente organizado, com divisão de funções em diferentes núcleos, como comando, financeiro, planejamento e execução. O assalto, realizado na modalidade conhecida como “novo cangaço”, envolveu criminosos fortemente armados que sitiaram a cidade, atacaram instalações policiais e promoveram destruição para dificultar a reação das forças de segurança.
Mesmo com a complexidade da operação criminosa, detalhes da vida pessoal dos envolvidos passaram a chamar atenção dos investigadores. As postagens nas redes sociais, exibindo bens e momentos de lazer, acabaram ajudando a traçar o perfil dos suspeitos, e reforçam a linha de apuração sobre possível lavagem de dinheiro, e enriquecimento ilícito. As investigações seguem em andamento, com a polícia buscando identificar outros integrantes e aprofundar o rastreamento financeiro da organização.