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Mesmo com trégua, Irã mantém ameaça e diz estar “com as mãos no gatilho”

08/04/2026 • 16:00 • Por Redação NTD

Guarda Revolucionária adota tom duro e alerta para resposta imediata caso haja novos ataques durante cessar-fogo

A trégua anunciada entre Irã e Estados Unidos não foi suficiente para reduzir a tensão no Oriente Médio. Pelo contrário: a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que o país permanece pronto para reagir a qualquer nova ofensiva, deixando claro que o cessar-fogo não representa um recuo militar, mas apenas uma pausa estratégica.

Mesmo após o acordo de duas semanas mediado pelo Paquistão, autoridades iranianas reforçaram que suas forças estão “com as mãos no gatilho”, prontas para atacar alvos caso haja qualquer violação da trégua por parte dos Estados Unidos ou de seus aliados, como Israel. A declaração evidencia um cenário de extrema desconfiança entre as partes, apesar do esforço diplomático em andamento. 

Trégua sob tensão

O cessar-fogo foi anunciado após uma escalada intensa de ameaças e ataques, incluindo bombardeios recentes e pressões sobre pontos estratégicos como o Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio global de petróleo. A trégua prevê a suspensão temporária das hostilidades para permitir negociações mais amplas, que devem ocorrer nos próximos dias. Apesar disso, o discurso iraniano indica que o país não descarta uma retomada imediata do conflito.

Autoridades afirmam que qualquer “erro de cálculo” por parte dos adversários pode levar a uma resposta direta, o que mantém o risco de uma nova escalada militar mesmo durante o período de cessar-fogo. As negociações previstas buscam um acordo definitivo de paz, mas o ambiente segue marcado por tensão, ameaças recentes e falta de confiança mútua. Na prática, o cessar-fogo funciona como uma pausa frágil — com forças militares mobilizadas e prontas para agir —, o que mantém o Oriente Médio em estado de alerta constante.