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Trump chama aliados da OTAN de “covardes” e aprofunda crise na guerra contra o Irã

21/03/2026 22:31 Por Redação NTD

Declarações do Presidente dos EUA expõem divisão no Ocidente e ampliam tensões geopolíticas e econômicas

A escalada da guerra contra o Irã ganhou um novo capítulo de tensão diplomática após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar publicamente seus próprios aliados. Em declarações recentes, ele classificou países da OTAN como “covardes”, evidenciando o isolamento crescente de Washington em meio ao conflito e agravando a crise entre parceiros históricos.

A crítica ocorreu após a recusa de nações europeias em participar diretamente da ofensiva militar e, principalmente, em apoiar ações para reabrir o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo. Trump afirmou que os aliados reclamam dos altos preços da energia, mas não querem contribuir para resolver o problema, chegando a dizer que, sem os EUA, a OTAN seria um “tigre de papel”. 

Divisão no Ocidente 

A reação evidencia uma fissura inédita dentro da aliança militar ocidental. Países como Alemanha, França e Reino Unido têm evitado envolvimento direto, defendendo soluções diplomáticas e alertando para os riscos de uma escalada ainda maior no conflito. A posição europeia reflete o temor de que a guerra se amplie para toda a região do Oriente Médio, com consequências imprevisíveis. Além do impacto político, a crise já afeta a economia global. O bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial — tem pressionado os preços da energia e provocado instabilidade nos mercados internacionais.

A falta de consenso entre os aliados dificulta uma resposta coordenada e amplia o risco de prolongamento da guerra. O embate verbal de Trump com a OTAN reforça um cenário de incerteza geopolítica, no qual alianças tradicionais são colocadas à prova. Enquanto os Estados Unidos pressionam por apoio militar, parceiros históricos resistem, priorizando a contenção do conflito — uma divisão que pode redefinir o equilíbrio de forças no cenário internacional nos próximos meses.