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Molécula brasileira pode mudar o futuro da neurologia no mundo

16/03/2026 20:30 Por Redação NTD

Polilaminina, desenvolvida na UFRJ, entra na etapa final de avaliação regulatória e pode revolucionar tratamentos de lesões nervosas já em 2026

No coração dos laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma descoberta científica começa a ganhar contornos de marco histórico. A polilaminina, molécula criada por pesquisadores brasileiros, chega a uma fase decisiva de avaliação regulatória e reacende a esperança de tratamento para lesões neurológicas antes consideradas irreversíveis. O projeto, conduzido pela pesquisadora Tatiana Sampaio, é resultado de décadas de investigação e posiciona a ciência nacional no radar da inovação biomédica global.

A substância é uma versão polimerizada da laminina, proteína naturalmente presente na matriz extracelular do corpo humano. Com estabilidade estrutural superior, a polilaminina funciona como uma espécie de “andaime biológico”, capaz de orientar o crescimento de neurônios e estimular a regeneração de fibras nervosas. Testes laboratoriais e pré-clínicos apontam resultados promissores, especialmente em lesões da medula espinhal e de nervos periféricos, abrindo caminho para possíveis tratamentos de paralisias.

Caminho para a aprovação

Neste momento, o composto passa por um processo rigoroso de validação conduzido por órgãos regulatórios como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A etapa envolve a análise detalhada da segurança, dos protocolos de fabricação e da reprodutibilidade dos resultados obtidos nos estudos anteriores. Trata-se de uma fase crítica para qualquer inovação biomédica, considerada o principal filtro antes da autorização para testes clínicos em larga escala.

Caso cumpra todas as exigências previstas para 2026, a tecnologia poderá transformar o Brasil no primeiro país a deter uma patente voltada à regeneração neural por polilaminina. Especialistas apontam que a futura incorporação da terapia ao Sistema Único de Saúde e ao setor privado pode reduzir custos de reabilitação e melhorar significativamente a qualidade de vida de pacientes com lesões graves. Mais do que um avanço médico, o desenvolvimento simboliza a força da pesquisa pública brasileira e reforça o potencial do país como protagonista na biotecnologia global.