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Carnaval muda a rotina dos condomínios e exige atenção redobrada de moradores e hóspedes

15/02/2026 04:39 Por Redação NTD

Mais festas, visitantes e locações por temporada elevam risco de conflitos e reforçam importância das regras internas

O som dos blocos pode até ecoar nas ruas, mas dentro dos condomínios o recado é outro: folia com responsabilidade. Com a chegada do Carnaval, prédios residenciais em cidades turísticas e grandes centros urbanos registram aumento no número de visitantes, festas e locações por temporada feitas por aplicativos. O movimento aquece o mercado imobiliário, mas também impõe desafios à convivência e à segurança.

Durante o feriado prolongado, o uso das áreas comuns — como piscinas, salões de festas e elevadores — se intensifica, e o fluxo de pessoas que não fazem parte da rotina do condomínio cresce consideravelmente. A mudança na dinâmica levanta dúvidas sobre regras, direitos e limites, especialmente quando hóspedes temporários passam a dividir espaço com moradores fixos.

Regras não entram em recesso

Segundo Marcelo Assunção, especialista em gestão condominial e CEO da Wohpag, o Carnaval não altera as normas internas. “Quem entra em um condomínio precisa respeitar o regimento interno. O direito à diversão existe, mas ele não pode ultrapassar o direito do outro ao descanso e à segurança”, afirma. De acordo com ele, o ideal é que proprietários informem previamente sobre locações por temporada, realizem o cadastro dos hóspedes e repassem as regras básicas de convivência para evitar conflitos.

Entre as principais reclamações no período estão barulho fora do horário permitido e festas sem autorização. Mesmo em clima festivo, os horários de silêncio — geralmente a partir das 22h00, conforme regras internas e legislações municipais — continuam valendo. O aumento da circulação também impacta a segurança, com portarias mais movimentadas e maior rotatividade de visitantes. “Identificação, cadastro prévio e comunicação clara com os funcionários fazem muita diferença”, destaca Assunção, ressaltando que condomínios com sistemas digitais de controle de acesso tendem a enfrentar menos problemas durante a folia.