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Tempestade Leonardo: Inundações e mortes marcam Portugal em meio a caos climático

06/02/2026 15:00 Por Redação NTD

O rastro destrutivo de Leonardo reflete a crescente vulnerabilidade aos extremos climáticos 

Em um cenário que parece tirado de um filme de catástrofes, Portugal acordou ontem sob um manto de água e destruição após a passagem da tempestade Leonardo, que provocou cheias por todo o país, deixou infra-estruturas submersas e ceifou a vida de duas pessoas em poucos dias. As margens dos principais rios, como o Tejo e o Douro, transbordaram, obrigando comunidades inteiras a evacuarem e deixando estradas, escolas e sistemas de transporte público seriamente afetados. Milhares de ocorrências foram registadas pelas autoridades, com equipas de resgate da Marinha e da Proteção Civil mobilizadas em operações que se estendem por vastas áreas do território nacional. 

O cenário mais crítico foi registado em localidades como Alcácer do Sal, onde o rio Sado inundou o centro urbano, isolou várias aldeias e obrigou à retirada de centenas de moradores. À medida que as águas subiam, populações ribeirinhas foram aconselhadas a manter distância das zonas mais vulneráveis, enquanto a eletricidade falhava em diversas regiões. O governo prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro e deslocou recursos humanos e materiais para reforçar os esforços de resposta, incluindo a suspensão temporária de grandes projetos públicos para reforçar defesas contra inundações. 

Tempestade Marta é a próxima ameaça

Em paralelo ao impacto imediato de Leonardo, as autoridades meteorológicas e de emergência continuam em alerta devido à previsão de chegada de uma nova tempestade, Marta, programada para este sábado, que pode agravar ainda mais as condições climáticas já extremas no país. Apesar dos apelos de alguns líderes políticos para adiar eventos importantes, como a segunda volta das eleições presidenciais, a Comissão Nacional de Eleições decidiu manter o calendário, embora alguns municípios afetados tenham adiado o voto localmente. 

A destruição causada por Leonardo, que se soma a outras tempestades recentes, lança um olhar duro sobre a necessidade de reforçar infra-estruturas e estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Com o aumento da frequência de eventos extremos, comunidades e autoridades enfrentam o desafio de proteger vidas e bens num contexto em que o “novo normal” meteorológico se impõe com violência.