Consumo internacional permanece próximo aos maiores níveis da série histórica e exige atenção às regras da alfândega
Os brasileiros mantiveram um alto nível de gastos em viagens internacionais em 2025, com reflexos que se estendem para 2026. Após o pico de US$ 14,8 bilhões em 2024 — maior volume desde 2019 — dados do Banco Central indicam que as despesas no exterior permaneceram em patamar elevado, consolidando a retomada do turismo internacional e do consumo fora do país.
Portugal segue como o destino preferido dos viajantes brasileiros, concentrando cerca de 6,7% das escolhas, de acordo com pesquisas de mercado mais recentes. Na sequência aparecem Argentina (5,7%), Paraguai (4,5%) e Estados Unidos (4,3%), além de Itália, França e Espanha entre os dez mais procurados. Milão continua em destaque como polo de compras: a Via Monte Napoleone mantém o título de rua comercial mais cara do mundo, com aluguéis de até 20 mil euros por metro quadrado ao ano.
Regras e limites continuam no radar
Para quem retorna ao Brasil, a cota de isenção permanece em US$ 1 mil por pessoa em viagens aéreas ou marítimas, com direito a mais US$ 1 mil em compras no duty free do aeroporto. Entradas por via terrestre seguem com limite de US$ 500, além de cota extra de US$ 500 em free shops de fronteira. As cotas são individuais e não podem ser somadas, e há limites específicos para bebidas alcoólicas e produtos de tabaco.
Compras que ultrapassam a cota continuam sujeitas a imposto de 50% sobre o valor excedente, com multa adicional em caso de omissão. A declaração é feita pela e-DBV, que ganhou adesão ampla em 2025 e 2026 com acesso pelo celular. Especialistas recomendam planejamento, controle de gastos e atenção ao câmbio, além do uso do tax free, que pode devolver até 17,5% dos impostos pagos em compras na Europa, especialmente em períodos de liquidação como janeiro, fevereiro, julho e agosto.