Movimento Longevidade Brasil propõe novo conceito para a população 50+ e amplia ações de protagonismo, inclusão digital e qualidade de vida
O envelhecimento ganha novos significados a partir da proposta do Movimento Longevidade Brasil (MLB), que adota a sigla NOLT (New Older Living Trend) como alternativa ao termo “idoso”. Criado há nove anos por Carlota Esteves, doutora em engenharia e empreendedora social, o movimento defende que viver mais deve ser acompanhado de autonomia, propósito e participação ativa na sociedade.
Fundado em 2017, o MLB atua na democratização de informações e práticas voltadas à longevidade saudável, com foco na prevenção. Sob o lema “Conectando gerações, construindo longevidade”, promove encontros semanais em seu espaço em Copacabana, no Rio de Janeiro, por meio das Rodas de Conversa, que estimulam troca de experiências e construção coletiva de estratégias voltadas aos NOLTs.
Fórum Longevidade Brasil 2026
O conceito de NOLT reflete uma geração que não se identifica com rótulos associados a limitações. Pessoas com 60 anos ou mais retomam estudos, atualizam competências digitais, empreendem, mudam de carreira e se engajam em projetos comunitários. Em 2026, o movimento amplia iniciativas com cursos de inteligência artificial, empreendedorismo digital, produção audiovisual, trabalho remoto, além de práticas ligadas à telemedicina, wearables e medicina personalizada.
O MLB realiza anualmente o Fórum Longevidade Brasil, que reúne especialistas, moradores e empresários para alinhar ações e atualizar conceitos. Em 2026, o evento celebra nove anos do movimento e homenageia participantes que se destacaram em projetos como o Reavivar Copacabana, apoiado pela PUC-Rio. Para Carlota Esteves, o avanço da longevidade ativa depende de parcerias e do reconhecimento de que envelhecer deixou de ser sinônimo de declínio para se tornar uma oportunidade de protagonismo.