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Economia

43% dos brasileiros acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses

17/01/2026 • 05:10 • Por Redação NTD

Pesquisa Quaest revela que preços altos e incertezas sobre emprego mantêm clima de alerta no país

Depois de meses contando moedas e renegociando contas, o brasileiro inicia 2026 com uma sensação contraditória: menos dívidas no papel, mas mais medo no carrinho do supermercado. Levantamento da Genial/Quaest mostra que uma parcela expressiva da população conseguiu reduzir o endividamento no fim de 2025, abrindo espaço para algum fôlego no orçamento. Ainda assim, a percepção geral é de que a economia segue apertando, principalmente quando o assunto é o custo de vida.

A pesquisa aponta que 43% dos brasileiros acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses, número ainda elevado, embora menor do que em levantamentos anteriores. Ao mesmo tempo, cresce o grupo que vê chance de melhora no horizonte, impulsionado pela reorganização das finanças pessoais e pela redução das dívidas. Mesmo assim, o otimismo é cauteloso e vem acompanhado de desconfiança sobre a capacidade real de consumo no curto prazo.

Alívio nas contas, medo na mesa

O grande vilão apontado pelos entrevistados segue sendo o preço dos alimentos. Mesmo com menos parcelas e boletos atrasados, muitas famílias relatam dificuldade para manter o padrão de consumo básico, já que itens essenciais continuam pressionando o orçamento. O resultado é um comportamento defensivo: o dinheiro aparece, mas não circula com facilidade, travado pelo receio de novos aumentos e pela instabilidade no mercado de trabalho.

O retrato traçado pela Quaest mostra um país dividido entre o alívio e a apreensão. A redução das dívidas devolve algum poder de compra e melhora o humor de parte da população, mas não é suficiente para afastar o sentimento de insegurança econômica. Em 2026, o brasileiro segue fazendo contas, torcendo por mais emprego, renda, e preços sob controle, porque, no fim das contas, o bolso até respira, mas ainda não relaxa.