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GM amarga prejuízo histórico de R$ 38 bilhões

13/01/2026 • 21:55 • Por Redação NTD

Montadora americana reavalia estratégia de elétricos e cita mudanças políticas nos EUA como principal causa

Em um revés que surpreendeu o setor automotivo global, a General Motors (GM) anunciou um prejuízo extraordinário de cerca de R$ 38 bilhões em seu último balanço trimestral, reflexo direto da revisão de seus investimentos em veículos elétricos (EVs). O montante recorde, que tomou conta dos números apresentados pela gigante de Detroit, se tornou o principal símbolo da turbulência vivida pela empresa após um ambicioso plano de eletrificação que agora precisa ser reajustado diante de um cenário econômico e regulatório desfavorável. 

Segundo a própria GM, cerca de R$ 32 bilhões desse total estão ligados ao abandono ou à reconfiguração de projetos elétricos, uma decisão que acompanha a desaceleração da demanda nos Estados Unidos após a reversão de políticas ambientais e a eliminação de incentivos fiscais que antes favoreciam os carros elétricos. O restante, aproximadamente R$ 5,9 bilhões, decorre de custos associados à reestruturação das operações da montadora na China, incluindo ajustes em joint ventures e provisões jurídicas. 

Reviravolta estratégica

A guinada na estratégia da GM ocorre após anos de forte empenho em eletrificação, quando a empresa chegou a estabelecer metas arrojadas de eliminar gradualmente veículos movidos a combustão até meados da década de 2030. No entanto, com o fim de subsídios e metas rígidas de emissões no seu principal mercado, a confiança dos consumidores em modelos elétricos diminuiu de forma expressiva, impactando as vendas e forçando ajustes drásticos nos planos originais da montadora. 

Especialistas veem o movimento da GM como parte de uma tendência mais ampla na indústria, em que outras grandes montadoras também têm revisto suas estratégias de eletrificação diante de um ambiente regulatório menos previsível. A empresa enfatiza que, apesar do impacto financeiro severo, continuará comprometida com a transição energética a longo prazo, mas agora com foco em equilibrar investimentos e adaptar-se a uma realidade que exige mais cautela e flexibilidade.