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Neurociência acende alerta sobre efeitos da exposição familiar de adolescentes nas redes

06/01/2026 11:43 Por Redação NTD

Especialistas apontam riscos emocionais e psicológicos no contexto de disputa pública pela guarda de filho de Letícia Birkheuer

Quando os holofotes se voltam para o emaranhado de brigas familiares, quem mais sofre nem sempre está no centro das câmeras — e sim à margem das lentes. No embate público entre a atriz Letícia Birkheuer e o ex-marido pela guarda do filho adolescente, neurocientistas alertam que a exposição de conflitos íntimos pode deixar marcas profundas no desenvolvimento emocional de menores de idade. O caso de João Guilherme, de 14 anos, que se manifestou publicamente em meio à disputa, reacende um debate delicado sobre os impactos psicológicos dessa visibilidade forçada. 

Nos últimos meses, a disputa judicial entre Letícia e o empresário Alexandre Furmanovich voltou a ganhar repercussão nas redes sociais e na mídia devido à postura dos pais em expor detalhes familiares. A atriz declarou ter gasto cerca de R$ 1 milhão em ações judiciais para tentar reaproximar o filho e criticou o sistema judicial e a alienação parental, enquanto o pai divulgou vídeos nos quais o adolescente afirma estar “cansado” da situação e se recusa a ser usado como objeto de engajamento digital. 

Pressão midiática e adolescência em foco

Especialistas em neurociência comportamental afirmam que a exposição pública de conflitos familiares pode interferir no bem-estar emocional de adolescentes, desencadeando ansiedade, estresse e dificuldades nas relações interpessoais — efeitos potencializados pela frequente circulação nas redes sociais. Pesquisas na área sugerem que a midiatização das relações privadas desafia não apenas a privacidade, mas também o desenvolvimento saudável do jovem, que está em uma fase sensível de formação de identidade e autoimagem. 

Essas considerações somam-se às vozes de entidades de proteção de direitos de crianças e adolescentes, que defendem a necessidade de cautela e responsabilidade no uso da imagem de menores em conflitos públicos. O caso de João Guilherme — cujo relato inclui queixas de agressão psicológica e episódios tensos durante interações com a mãe — ilustra a complexidade de equilibrar o direito à livre expressão dos pais com a proteção dos interesses e da saúde mental do filho, tema que ganha urgência em um país cada vez mais conectado.