Bilhete Único e tarifas municipais sobem em ao menos uma dúzia de cidades da região
O ano começou com um peso extra no bolso de quem depende do transporte coletivo na Região Metropolitana de São Paulo. A partir dos primeiros dias de janeiro, ao menos 12 municípios decretaram aumento no preço das passagens de ônibus municipais, incluindo a capital paulista, Guarulhos e outras cidades que integram a malha metropolitana — e apenas um pequeno grupo de prefeituras comunicou que manterá os valores atuais em 2026.
Em São Paulo, a tarifa básica dos ônibus municipais será elevada de R$ 5,00 para R$ 5,30 a partir de 6 de janeiro, medida que acompanha o reajuste já definido para trilhos (metrô e trem), cujo valor passa para R$ 5,40. Em Guarulhos, a passagem teve um dos maiores saltos da região, indo para R$ 6,20 no início do ano, graças a uma unificação de tarifas e decisão municipal que equiparou o preço entre modalidades de pagamento.
Grandes reajustes espalhados
Outras cidades também ajustaram seus valores de tarifa: Itaquaquecetuba viu a passagem chegar a R$ 6,30, enquanto Ribeirão Pires ajustou seu preço para cerca de R$ 6,40. Municípios como Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi seguem a tendência com aumentos moderados aplicados no início de janeiro. Essa onda de reajustes atinge diferentes perfis econômicos e pressiona especialmente trabalhadores e estudantes que dependem do transporte diário para se deslocar.
Mesmo assim, nem todas as cidades confirmaram mudanças: Itapevi, Mairiporã, Poá e Suzano comunicaram que não irão reajustar as tarifas neste início de ano, e algumas localidades ainda não definiram suas posições. Enquanto isso, em áreas como São Caetano do Sul e Guararema, o transporte público segue gratuito, financiado diretamente pelos cofres municipais, em um contrapeso às altas em outras partes da região.