Líderes internacionais classificam captura de Nicolás Maduro como oportunidade histórica para transição democrática
O domingo amanheceu com um novo discurso ecoando nas principais capitais do mundo: o de que a Venezuela pode estar diante de uma virada histórica. A operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro foi recebida com apoio por líderes de democracias mundiais, que enxergam no episódio o possível fim de um ciclo marcado por autoritarismo, crise humanitária e isolamento internacional.
Entre os primeiros a se manifestar esteve o Presidente da França, Emmanuel Macron. Em declaração contundente, ele afirmou que o povo venezuelano só pode “se alegrar” com o fim do que chamou de “ditadura Maduro”. O líder francês defendeu uma “transição pacífica” no país e disse que o ex-presidente “atentou gravemente contra a dignidade de seu próprio povo”, ressaltando a necessidade de reconstrução institucional e respeito às liberdades democráticas.
Apoio explícito a Trump
O governo de Israel também se posicionou de forma clara a favor da operação. Neste domingo, 4, o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel apoia uma forte ação dos Estados Unidos na Venezuela, elogiando a liderança do Presidente Donald Trump. Autoridades israelenses destacaram que a iniciativa americana representa um passo decisivo contra regimes autoritários e pode contribuir para a estabilização política da região.
O alinhamento entre França, Israel e outros países reforça a percepção de que a ação dos EUA conta com respaldo significativo entre democracias ocidentais. Embora haja críticas e reações contrárias de aliados do antigo governo venezuelano, o tom predominante entre esses líderes é de cauteloso otimismo, com a defesa de uma transição ordenada, eleições livres e a reinserção da Venezuela no cenário internacional.