Especialistas e autoridades de saúde orientam população em meio a temperaturas extremas e risco aumentado de problemas físicos
Quando o sol parece desafiar o relógio e empurra os termômetros para cima dia após dia, a vida cotidiana vira um jogo de sobrevivência ao calor. É esse o cenário que muitos brasileiros estão vivendo neste fim de ano, com ondas de calor afetando principalmente as regiões Sudeste e Centro-Oeste, elevando os riscos à saúde e exigindo atenção redobrada tanto dentro quanto fora de casa.
A onda de calor extremo registrada em várias partes do país tem potencial para causar falência térmica — condição em que a temperatura corporal ultrapassa os limites seguros — principalmente em grupos mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas. Neste contexto, medidas simples como reforçar a hidratação, vestir roupas leves e evitar a exposição ao sol nos horários de pico podem fazer diferença.
Dicas para enfrentar o calor
Para quem precisa sair de casa, a recomendação é planejar atividades antes do pico de calor, usar protetor solar, chapéu ou guarda-chuva e evitar locais sem ventilação. Em casa, manter portas e janelas fechadas durante as horas mais quentes e aproveitar a noite para refrescar os ambientes pode ajudar a reduzir a temperatura interna. Ventiladores e ar-condicionado também são aliados — desde que usados de forma a evitar choque térmico ao alternar entre ambientes muito diferentes.
A atenção não deve ser baixa: reconhecer sinais de mal-estar, como tontura, confusão mental ou pele quente e seca, e saber quando procurar atendimento médico é fundamental para evitar complicações mais graves. Manter contatos de emergência à mão, inclusive o número do SAMU (192), pode agilizar a ajuda em situações críticas.