Capital paulista marcou a maior temperatura já registrada para o mês, em mais um sinal dos extremos climáticos que têm impactado o Brasil
Na tarde ensolarada de quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, enquanto boa parte da cidade ainda digeria os pratos e docinhos do Natal, os termômetros marcaram um novo capítulo no clima paulista: 35,7 °C, a maior temperatura já aferida em um mês de dezembro desde o início das medições em 1961, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na estação do Mirante de Santana, na zona norte da capital.
O calor extraordinário transformou o feriado em um dos dias mais quentes do ano: a marca de 35,7 °C superou o recorde anterior para dezembro — 35,6 °C, registrado em 3 de dezembro de 1998 — e também ultrapassou a maior temperatura de 2025, até então de 35,1 °C, observada em outubro. Moradores relataram sensação térmica ainda maior em áreas urbanas densamente construídas, onde o concreto e a falta de sombra intensificam o desconforto térmico.
Calor intenso ainda persiste
Meteorologistas apontam que a onda de calor que atingiu São Paulo nesta semana faz parte de um padrão mais amplo de temperaturas acima da média no Sudeste, influenciado por uma massa de ar quente e úmido que dificulta a formação de sistemas de chuva mais organizados e contribui para tardes ensolaradas e noites abafadas. Mesmo após o recorde do Natal, a previsão indica que o calor deve persistir nos próximos dias, com possibilidade de chuva isolada no final da tarde, típica do verão paulista.
Especialistas destacam que episódios extremos como o de hoje não são isolados e, combinados com a tendência de aquecimento global observada em várias partes do mundo, reforçam a necessidade de adaptação urbana e políticas públicas voltadas à mitigação dos impactos do calor intenso na saúde e no conforto da população.