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Três Papais Noéis e seus “elfos” surpreendem clientes e assaltam supermercado no Canadá

20/12/2025 22:58 Por Redação NTD

Grupo inspirado em Robin Hood afirma que alimentos seriam distribuídos a pessoas carentes

Às vésperas de um Natal marcado por filas longas e preços elevados, uma cena inusitada tomou conta de um supermercado em Montreal, no Canadá. Vestidos de Papai Noel e acompanhados por “elfos”, integrantes de um grupo invadiram o local, circularam rapidamente pelos corredores, e encheram sacolas com carnes, frutas, pães, e outros alimentos. A ação durou poucos minutos, foi registrada por celulares de clientes e rapidamente viralizou nas redes sociais, misturando o clima festivo com um protesto contra o alto custo de vida.

Cerca de 40 pessoas participaram da ação, lideradas por três homens caracterizados como Papai Noel. O grupo se identificou como Robins des Ruelles (“Robins dos Becos”), e afirmou que o objetivo era chamar atenção para o preço dos alimentos e a dificuldade de acesso da população mais pobre a itens básicos. Durante a invasão, os integrantes agiram de forma coordenada, evitando áreas com câmeras de segurança e, quando entravam no foco de algum equipamento, cobriam o rosto com as barbas falsas das fantasias para dificultar a identificação.

Entre o protesto e o crime

A polícia de Montreal confirmou que abriu uma investigação, e analisa imagens do sistema de segurança do supermercado. Até o momento, ninguém foi preso. Segundo os próprios organizadores, parte dos alimentos foi deixada sob uma árvore de Natal em uma praça pública, enquanto o restante seria destinado a geladeiras comunitárias e bancos de doação espalhados pela cidade. 

A rede de supermercados alvo da ação classificou o episódio como crime, e repudiou a justificativa apresentada pelos envolvidos. Especialistas apontam que, embora a inflação dos alimentos seja uma preocupação real no Canadá, ações ilegais tendem a gerar mais controvérsia do que soluções. Nas redes sociais, o caso dividiu opiniões entre quem viu o ato como protesto simbólico e quem condenou o assalto, mesmo diante da causa alegada pelo grupo.