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Bem-estar & Saúde

Projeto de cuidados paliativos será ampliado para atenção primária e emergências a partir de 2026

11/12/2025 10:21 Por Redação NTD

Ministério da Saúde e Hospital Sírio-Libanês reforçam formação de profissionais para integrar acolhimento ao tratamento desde o diagnóstico

O novo ciclo do Projeto Cuidados Paliativos, que começa em 2026, priorizará o acolhimento que precede e acompanha o tratamento de doenças graves, segundo anúncio conjunto do Ministério da Saúde e do Hospital Sírio-Libanês, por meio do Proadi-SUS. A iniciativa busca ampliar a atuação dos profissionais da atenção primária e desconstruir a ideia de que cuidados paliativos se restringem apenas ao fim da vida, incorporando dimensões físicas, emocionais, sociais e espirituais ao cuidado clínico.

No primeiro encontro com representantes dos 20 estados participantes, a coordenadora médica Maria Perez ressaltou que a abordagem paliativa deve caminhar de forma integrada ao tratamento da doença. Desde seu início, em 2020, o projeto formou mais de 10 mil profissionais e identificou mais de 12 mil pacientes com necessidades específicas; reformulado em 2024 após a criação da Política Nacional de Cuidados Paliativos, o programa passou a incluir unidades de pronto atendimento (UPAs) e serviços do Samu, ampliando a compreensão das equipes de emergência sobre limites terapêuticos diante de dor intensa, falta de ar e condições irreversíveis.

Ampliação para as urgências

Relatos práticos demonstram o impacto da mudança de paradigma: no Samu do Alto Vale do Paraíba (SP), a adoção de procedimentos que valorizam o acolhimento e o reconhecimento de limites terapêuticos representou um “divisor de águas”, afirmou a enfermeira Rita de Cássia Duarte. No ciclo de 2024, 150 serviços de 19 estados e do Distrito Federal participaram da iniciativa; a expectativa dos organizadores é alcançar cerca de um terço das macrorregiões brasileiras até o final de 2026.

Com o apoio das secretarias estaduais, o projeto pretende fortalecer redes de atenção e garantir continuidade assistencial mediante ferramentas científicas e conversas estruturadas com pacientes e familiares para mapear valores, prioridades e necessidades. A Organização Mundial da Saúde estima que 73 milhões de pessoas necessitem de cuidados paliativos por ano no mundo; no Brasil, diretrizes como o manual publicado em 2023 servem de referência para consolidar um cuidado centrado na pessoa e na qualidade de vida.