Justiça abre prazo para recuperação de 17 mil itens achados no terminal de Guarulhos
Não é só guarda-chuva que passageiro distraído deixa para trás. No maior aeroporto do país, há quem perca desde a própria aliança de casamento até carrinhos de bebê inteiros. Entre carteiras com pouco ou muito dinheiro, joias com pedras preciosas e até um relógio Rolex legítimo, a lista de objetos achados no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, impressiona pela diversidade — e pelo valor. Agora, mais de 17 mil itens esquecidos, perdidos ou abandonados entre abril de 2019 e outubro de 2020 aguardam reencontro com seus donos, após a Justiça de São Paulo publicar um edital convocando os proprietários. O prazo final para reaver qualquer pertence é 29 de janeiro de 2026.
De acordo com o edital, quem identificar algum dos itens deve procurar o Fundo Social do Município por meio do e-mail fundosocial@guarulhos.sp.gov.br, aos cuidados de Tatiana Amorim, ou pelo telefone (11) 97213-9264. A listagem inclui desde objetos corriqueiros — como bolsas, mochilas, casacos e malas — até itens de grande valor material e emocional. Cada pertence foi catalogado ao longo de meses e agora pode ser consultado pelos interessados.
Onde procurar
Todos os objetos estão armazenados no galpão do Fundo Social, localizado na Alameda Tutóia, 534, no bairro Gopoúva. Os proprietários podem comparecer presencialmente para verificar se seus pertences estão entre os itens recuperados, num processo que promete revelar reencontros inesperados — e até histórias curiosas envolvendo passageiros que, na pressa das conexões, abandonaram mais que simples bagagens.
Com o fim do prazo se aproximando, a orientação é que qualquer pessoa que tenha perdido algo no aeroporto durante o período em questão faça a busca o quanto antes. Após 29 de janeiro de 2026, caberá à Justiça e ao município definir o destino do enorme acervo esquecido, que hoje ocupa prateleiras inteiras e guarda, silenciosamente, memórias de milhares de viajantes.